Mestres do Universo é nostalgia descompromissada e diversão para as gerações!
A busca por reviver franquias clássicas da infância dos anos 80 é algo que rende inúmeras pautas na indústria cinematográfica! Seja a modernização de conceitos antigos, o visual dos heróis, ou o equilíbrio entre agradar os saudosistas e conquistar novos públicos; fora toda a expectativa que se cria em torno de universos icônicos. E em meio a tudo isso, a nova adaptação do herói de Eternia chega às telas com uma missão ousada: provar que um conceito nascido para vender brinquedos pode se transformar em um entretenimento relevante e atual.
Deste modo, Mestres do Universo é nostalgia descompromissada e diversão para as gerações! Ao brincar com a própria cafonice original e não se levar a sério em nenhum momento, o longa trabalha com muita assertividade e competência a caracterização de seus personagens e suas cenas de ação, mas o mesmo não pode ser dito de seu ritmo e de suas atuações medianas na maior parte do tempo. O resultado é um filme feito para fãs reviverem o passado e para a nova geração se encantar com esse mundo. Para as telas, a sensação é de que o saldo é extremamente positivo, pois se a proposta era entregar uma grande aventura despretensiosa, o longa cumpre essa premissa! Já para os que esperam uma produção que foca na profundidade dos dilemas do herói, favor não tumultuar aqui!
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Em Mestres do Universo, o príncipe Adam deve salvar o reino de Eternia de uma ameaça mortal: as artimanhas do vilão Esqueleto e seu exército malévolo. Para conseguir proteger todos aqueles que ama, o jovem herdeiro do trono deve recuperar uma espada mítica e se tornar finalmente o guerreiro conhecido como He-Man.
Humor, masculinidade e o brilho de Jared Leto
O comando da produção de Travis Knight demonstra um entendimento claro sobre o material que tem em mãos. O fato é que o roteiro se esforça para usar a nostalgia a seu favor, mas de um jeito inteligente, utilizando o humor para questionar desde a postura heroica do He-Man até os clichês da masculinidade exagerada que moldaram os desenhos daquela década.
Ao mesmo tempo, o filme dialoga muito bem com dilemas atuais da sociedade, inserindo piadas sutis sobre a adaptação da Geração Z no ambiente de trabalho, mas sem pesar a mão ou soar panfletário, já que o foco principal permanece no entretenimento. O que pode soar às vezes muito descompassado, justamente pelo fato de momentos sofrerem quebras pela inserção de uma piada!
Já no aspecto técnico, o longa possui boas sequências de ação, principalmente nos momentos em que o protagonista utiliza seus poderes. Contudo, o filme sofre com alguns problemas visíveis no uso do CGI, mas na maior parte do tempo os efeitos digitais cumprem o seu papel de dar vida a cenários.
De igual modo, o segundo ato perde um pouco o ritmo, não consegue ajustar cetros conflitos e nem desenvolver totalmente os dilemas, e seus personagens. Assim, as atuações do núcleo heroico se tornam apenas medianas, pois quem realmente rouba a cena é Jared Leto como o vilão Esqueleto. Leto entrega uma performance exímia e caricata na medida certa, dominando completamente a tela em cada aparição com seu carisma ameaçador e divertido.
Logo, Mestres do Universo faz questão de espalhar referências ao desenho clássico dos anos 80 pelo filme inteiro, desde os cenários até os jargões mais conhecidos. Tudo é amarrado para garantir que o espectador se divirta com a jornada, sem se preocupar com complexidades desnecessárias. O ponto essencial é apresentar um universo a quem não conhece, e arrancar um sorriso de quem já viu o Campeão de Eternia lutando certa vez!

Pelos poderes de Grayskull
Em um determinado momento, quando o herói finalmente ergue sua espada e invoca os poderes clássicos, a conexão emocional com o público se consolida de forma inevitável. E isso é um fato: a força de Mestres do Universo não está na busca por um roteiro revolucionário, mas sim em aceitar sua própria natureza fantástica, colorida e caricata.
Desta forma, a grandiosidade de Eternia é bem aplicada ao longo de uma narrativa que sabe rir de si mesma.
O longa abraça o absurdo de seu conceito original e o transforma em uma aventura vibrante, onde a estética dos brinquedos ganha vida com um respeito genuíno pela memória afetiva de quem cresceu assistindo às animações na televisão. Isso faz com que certas situações ganhem maiores detalhes e questionamentos em tela façam sentido, como por exemplo, as roupas de He-Man, as armas dos seus companheiros de batalha e a escolha de se esconder para se transformar.
Essas perguntas fazem o papel do espectador, que sempre teve curiosidade, mas não tinha como materializar isso.
A sensação ao final é que a produção cumpre com louvor o seu papel de divertir. O caminho escolhido entrega as sequências de ação que o público queria ver e moderniza o tom da franquia sem perder a sua essência principal.

E vale o ingresso?
Mestres do Universo é nostalgia descompromissada e diversão para as gerações! Ao usar o humor para atualizar seus conceitos e trazer um Jared Leto inspirado como o grande vilão, o longa trabalha com muita competência a imersão do público em uma Eternia cheia de referências.
O resultado é um filme feito para quem quer desligar a mente e aproveitar uma clássica jornada do bem contra o mal repleta de ação. Para os mais atentos aos deslizes de ritmo no meio da projeção ou aos efeitos digitais inconstantes, fica o aviso de que esses detalhes não estragam a experiência, pois se a intenção era entregar diversão pura e nostálgica para toda a família, o filme acerta com precisão!
No fim das contas, a sensação é de que o saldo é extremamente positivo, pois se a proposta era entregar uma grande aventura despretensiosa, o longa cumpre essa premissa! Já para os que esperam uma produção que foca na profundidade dos dilemas do herói, favor não tumultuar aqui!
Mestres do Universo está em cartaz nos cinemas!
IMPORTANTE: O filme possui 3 cenas pós-créditos!
- Veja também: Crítica de Backrooms
Mestres do Universo é nostalgia descompromissada e diversão para as gerações! Ao brincar com a própria cafonice original e não se levar a sério em nenhum momento, o longa trabalha com muita assertividade e competência a caracterização de seus personagens e suas cenas de ação, mas o mesmo não pode ser dito de seu ritmo e de suas atuações medianas na maior parte do tempo.