Dia D acerta no suspense e no mistério sobre extraterrestres, mas peca ao desequilibrar o seu ritmo!
A busca por explorar o desconhecido e o mistério que envolve a vida fora da Terra é algo que rende inúmeras pautas na indústria cinematográfica! Seja o pavor diante do inexplicável, o impacto de uma revelação global ou o equilíbrio entre o deslumbramento visual e o desenvolvimento dos personagens; fora toda a expectativa que se cria quando um mestre do cinema decide retornar às suas origens. E em meio a tudo isso, a nova ficção científica de Steven Spielberg chega às telas com uma missão ousada: provar que o cinema ainda é capaz de capturar a nossa total admiração e resgatar o prazer pelo fantástico através do olhar.
Deste modo, Dia D acerta no suspense e no mistério sobre extraterrestres, mas peca ao desequilibrar o seu ritmo! Ao construir uma atmosfera intrigante e repleta de tensão conspiratória, o longa trabalha com muita assertividade e competência os instantes de pura descoberta, mas o mesmo não pode ser dito de seu segundo ato, que não sabe dosar corretamente os momentos entre o drama familiar e a aventura grandiosa. O resultado é um filme feito para quem não se importa com oscilações narrativas e quer apenas ver a grandiosidade dos encontros imediatos nas telas. Já para os mais atentos, fica evidente que o encerramento arrebatador recupera o fôlego e salva a projeção, deixando claro que certas produções funcionam muito melhor quando nos obrigam a tirar os olhos do chão e contemplar o impossível no céu!
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Em Dia D, um especialista em cibersegurança chamado Daniel descobre arquivos confidenciais que comprovam décadas de encontros ocultados por uma agência governamental rígida. Para conseguir revelar a verdade para o mundo e quebrar o silêncio imposto pelas autoridades, o jovem se une a um grupo de idealistas em uma fuga desesperada. A narrativa acompanha a jornada dessa equipe improvisada tentando divulgar as provas enquanto foge de perseguições implacáveis, transformando a descoberta tecnológica em um evento decisivo que pode alterar a fé, a política e o próprio destino da humanidade diante da iminente chegada de uma inteligência extraterrestre.
Conspiração, o rosto de Spielberg e o brilho de Emily Blunt
Spielberg sabe o poder da imagem no cinema. O fato é que a direção e o roteiro se esforçam para usar o mistério alienígena a seu favor, construindo sequências onde a reação de espanto e deslumbramento dos personagens funciona como um espelho para o próprio espectador.
O longa resgata com muita propriedade o clássico “jeito de Spielberg” — aquela tomada icônica onde o plano foca no olhar maravilhado do ator antes de revelar o impossível na tela —, utilizando essa metalinguagem para discutir como a sociedade atual consome o espetacular através de telas digitais, sem soar didático, pois o foco principal permanece no suspense.
No aspecto técnico, o longa possui sequências de ação memoráveis, destacando-se uma impressionante cena ambientada em um trem que já nasce pronta para figurar entre os grandes momentos da carreira do diretor. Contudo, o filme sofre com alguns problemas visíveis em sua estrutura intermediária. O segundo ato perde o ritmo ao tentar equilibrar conflitos globais de guerra e religião com os dramas particulares dos fugitivos, falhando em ajustar o tom de aventura com os momentos mais sérios.
Assim, as atuações do núcleo principal se tornam apenas medianas, e o protagonista Daniel carece do carisma necessário para conquistar nossa torcida por completo. Quem realmente rouba a cena e salva o coração do roteiro de David Koepp é Emily Blunt como a repórter Maggie. Blunt entrega uma performance exímia, dosando inquietação e humor perfeitamente, tornando-se o elo emocional definitivo entre o público e o mistério espacial.
Logo, Dia D faz questão de espalhar tomadas plasticamente impecáveis pelo filme inteiro, transformando cada cenário em um jogo de gato e rato físico e letal. Tudo é amarrado para garantir que a audiência sinta o arrepio da descoberta na pele, sem se preocupar com explicações científicas exaustivas. O ponto essencial é usar a combinação de luz e som para criar uma odisseia visualmente brilhante, e arrancar uma reação involuntária de surpresa de quem decide testemunhar essa revelação nos cinemas!

O valor do testemunho coletivo
Em um determinado momento, quando as evidências finalmente começam a se espalhar pelas redes e televisões do planeta, a conexão de puro assombro com o público se consolida de forma inevitável. E isso é um fato: a força de Dia D não está na busca por um roteiro perfeitamente equilibrado em suas subtramas, mas sim em aceitar sua própria natureza fenomenal, grandiosa e puramente cinematográfica.
Desta forma, a grandiosidade da presença extraterrestre é bem aplicada ao longo de um encerramento que sabe exatamente a que veio.
O longa supera as oscilações do meio da projeção e entrega um desfecho que reafirma a soberania do diretor no gênero, onde o ato de registrar e compartilhar o impossível ganha contornos poéticos sobre a própria experiência de ir ao cinema. Isso faz com que a tecnologia assustadora dos alienígenas ganhe maiores detalhes na tela grande, justificando o impacto emocional que ela causa tanto em cientes quanto em céticos.
Essas imagens operam de forma a resgatar o nosso gosto pelo fantástico em uma era onde tudo parece manipulado, materializando o espanto de forma física e real.
A sensação ao final é que a produção cumpre com louvor o seu papel de impressionar. O caminho escolhido entrega o desfecho arrebatador que os entusiastas de ficção científica esperavam e moderniza a abordagem sobre discos-voadores sem perder o senso de maravilhamento que consagrou os clássicos do passado, pois estamos falando de Spielberg, não é mesmo?!

E vale o ingresso?
Dia D acerta no suspense e no mistério sobre extraterrestres, mas peca ao desequilibrar o seu ritmo! Ao usar a potência visual a seu favor e a força do olhar para capturar a essência do extraordinário, o longa trabalha com muita assertividade os momentos de puro fascínio, mas o mesmo não pode ser dito de sua metade, prejudicada por um roteiro que se perde ao tentar dosar o drama com a aventura.
O resultado é um filme feito para quem não se importa com oscilações narrativas e quer apenas ver a grandiosidade dos encontros imediatos nas telas. Já para os mais atentos, fica evidente que o encerramento arrebatador recupera o fôlego e salva a projeção, deixando claro que certas produções funcionam muito melhor quando nos obrigam a tirar os olhos do chão e contemplar o impossível no céu!
Dia D está em cartaz nos cinemas!
- Veja também: Crítica de Todo Mundo em Pânico
Dia D acerta no suspense e no mistério sobre extraterrestres, mas peca ao desequilibrar o seu ritmo! Ao usar a potência visual a seu favor e a força do olhar para capturar a essência do extraordinário, o longa trabalha com muita assertividade os momentos de puro fascínio, mas o mesmo não pode ser dito de sua metade, prejudicada por um roteiro que se perde ao tentar dosar o drama com a aventura.
