Homem-Aranha: Um Novo Dia inspira e expira quadrinhos em uma das melhores aventuras do teioso nos cinemas!
ESSA CRÍTICA NÃO CONTÉM SPOILERS
Talvez um dos heróis que mais temos contato desde o início da vida seja o Homem-Aranha! A figura que salva a cidade Nova Iorque de diferentes formas, sobe pelas paredes e se pendura em teias consegue facilmente criar uma conexão com quem assiste, seja pelo seu cotidiano como estudante, trabalhador, tentando encontrar seu lugar no mundo, seja como aquela figura que busca ser um herói acima de qualquer coisa. E neste último ponto, o longa atual coloca seus alicerces para contar uma ótima história.
Logo, Homem-Aranha: Um Novo Dia inspira e expira quadrinhos em uma das melhores aventuras do teioso nos cinemas! Da sua construção como Peter Parker, com seus dilemas e os sentimentos de solidão, passando pela crise de poderes do Homem-Aranha e as responsabilidades que surgem em meio ao caos, a produção acerta no ritmo, na condução de sua narrativa e nas sequências que enchem nossos olhos, entregando o que esperamos que o herói faça enquanto se balança no ar. Logo, o novo dia do teioso não vem apenas como um entendimento das coisas inéditas que irão acontecer, mas carrega consigo aquele sentimento de heroísmo e admiração que são parte de histórias como essa, que estavam perdidas em meio as referências obrigatórias de um fórmula desgastada. Ou seja, no fim das contas, é sempre ele que vem salvar o dia, o cara mais simples e atribulado com uma máscara, porém, ainda assim, o amigão da vizinhança que nos lembra o que é ser herói de verdade!
Fale mais sobre isso
O tempo passou e o Homem-Aranha se tornou parte do dia a dia de Nova Iorque. As pessoas o admiram, a polícia conta com sua ajuda, mas ainda assim o herói se sente sozinho. E quando seus poderes parecem estar descontrolados, uma nova ameaça surge, capaz de estabelecer o caos, sem que o Aranha saiba quem está por trás disso. Porém quando seus amigos, que o esqueceram devido ao feitiço do Doutor Destino, são colocados em risco, Peter deverá enfrentar seus dilemas para salvar mais do que dia!
Inspira e expira HQ’s
Destin Daniel Cretton comanda a produção mesclando drama, aventura e humor de uma maneira tão exímia que serve como uma aula para os futuros e anteriores diretores das últimas, e próximas, fases da Marvel.
Pautado nos quadrinhos e nos últimos games para os consoles das atuais gerações (Marvel’s Spider-Man 1 e 2, Marvel’s Spider-Man: Miles Morales), Cretton não apenas faz colagens ou utiliza as poses para referenciar, ele insere cada elemento de forma tão fluida que a história percorre um caminho que exalta todo o legado nas diferentes mídias em que o teioso esteve.
Para isso, a direção coloca o Aranha no centro da ação dentro de Nova Iorque que evoca seu senso de heroísmo. A câmera então utiliza do ponto de vista do herói enquanto balança nas teias e percorre prédios, quando enfrenta sua gama de vilões, e quando perigo se eleva. Ele salta, desvia de balas, faz as poses, não apenas para que apontemos para tela identificando a referência, mas para que toda sequência entregue coreografia altamente desenhada para dar grandiosidade aos movimentos do Cabeça-de-Teia.
Ao mesmo tempo, Cretton não emprega apenas suas forças na ação, pois ao trabalhar os dramas e dilemas de Peter, que se emulam em suas transformações genéticas, traz o lado humano da figura central que necessita de amadurecimento, e de igual modo, evoca o bom humor do Aranha em situações que nos arrancam as risadas mais espontâneas que em muito tempo o universo Marvel não conseguia em tela.
Ou seja, Destin Daniel Cretton, depois de Sam Raimi, é o melhor diretor para trabalhar o que o Homem-Aranha realmente representa.
E tudo isso ganha ainda mais força pela atuação de Tom Holland. Amadurecido, seguro e ciente do que precisa demonstrar, o ator entrega uma das melhores atuações do MCU, ao mesmo tempo que sabe como trazer a dualidade Parker/Homem-Aranha que encontramos nos quadrinhos, acenando para o que Tobey Maguire e Andrew Garfield, já fizeram, mas incorporando uma personalidade cativante que temos prazer em conferir.
Deste modo, o novo dia do teioso não vem apenas como um entendimento das coisas inéditas que irão acontecer, mas carrega consigo aquele sentimento de heroísmo e admiração que são parte de histórias como essa, que estavam perdidas em meio as referências obrigatórias de um fórmula desgastada.

Peter encontra seu lugar no mundo
Não há senhor Stark, não há nerd da cadeira e nem traje tecnológico que se transforma no momento mais ideal possível. Peter está sozinho, porém, a cidade Nova Iorque abraçou o Aranha de tal forma que ele é a figura que transmite o heroísmo esperado por todos quando o veem passando pelos prédios.
A narrativa se apoia nas dores e nos drama de um jovem adulto que está sozinho e essa solitude desencadeia todas as mudanças que farão sua jornada completamente diferente, seja de forma positiva ou negativa. O Homem-Aranha então começa a percorrer um caminho de descoberta, ao mesmo tempo que o passado que foi alterado já não se pode resgatar da mesma forma.
Em contrapartida, a ameaça da vez, capaz de manipular o que ele vê, funciona como um reflexo do que herói está sentindo, tornando então a conexão entre as duas figuras em tela tão genuína. O mesmo podemos dizer de outras interações, principalmente com o Frank Castle, o Justiceiro de Jon Bernthal, que nunca funcionará como algo paterno, mas como um “irmão mais velho” que não vai dar descanso até que você acerte algo.
Assim, em meio a tantos momentos de caos, encontros e desencontros, Peter e o Homem-Aranha se tornam um único ser, uma união dos poderes com a capacidade humana de acreditar no que há de bom nas pessoas, ao mesmo tempo que exerce o senso de justiça e proteção, entendendo que a persona da máscara é um ideal que todos precisam, querem, e esperam ver passando pelos prédios para que o sentimento do dia salvo acalente os corações.
Ou seja, no fim das contas, é sempre ele que vem salvar o dia, o cara mais simples e atribulado com uma máscara, porém, ainda assim, o amigão da vizinhança que nos lembra o que é ser herói de verdade!

E vale o ingresso?
Homem-Aranha: Um Novo Dia inspira e expira quadrinhos em uma das melhores aventuras do teioso nos cinemas! Da sua construção como Peter Parker, com seus dilemas e os sentimentos de solidão, passando pela crise de poderes do Homem-Aranha e as responsabilidades que surgem em meio ao caos, a produção acerta no ritmo, na condução de sua narrativa e nas sequências que enchem nossos olhos, entregando o que esperamos que o herói faça enquanto se balança no ar.
Logo, o novo dia do teioso não vem apenas como um entendimento das coisas inéditas que irão acontecer, mas carrega consigo aquele sentimento de heroísmo e admiração que são parte de histórias como essa, que estavam perdidas em meio as referências obrigatórias de um fórmula desgastada. Ou seja, no fim das contas, sempre é ele que vem salvar o dia, o cara mais simples e atribulado com uma máscara, porém, ainda assim, o amigão da vizinhança que nos lembra o que é ser herói de verdade!
Homem-Aranha: Um Novo Dia está em cartaz nos cinemas.
IMPORTANTE: O filme possui uma cena pós-créditos.
- Veja também: Confira o trailer de Vingadores – Doutor Destino
Homem-Aranha: Um Novo Dia inspira e expira quadrinhos em uma das melhores aventuras do teioso nos cinemas! Da sua construção como Peter Parker, com seus dilemas e os sentimentos de solidão, passando pela crise de poderes do Homem-Aranha e as responsabilidades que surgem em meio ao caos, a produção acerta no ritmo, na condução de sua narrativa e nas sequências que enchem nossos olhos, entregando o que esperamos que o herói faça enquanto se balança no ar.
