Algo Horrível Vai Acontecer é o desconforto em tela onde os medos estão antes do “sim”!
A instituição “casamento” é algo que rende inúmeras pautas! Seja o papel do marido, o papel da esposa, ter ou não filhos; fora toda a rotina que é estabelecida a partir do “sim”! E em meio a tudo isso podem surgir dúvidas, como a que permeia a história da vez, aquela que questiona se a pessoa que está no altar com você é realmente sua alma gêmea!?
Assim, Algo Horrível Vai Acontecer é o desconforto em tela onde os medos estão antes do “sim”! A produção se encarrega de nos levar pelos questionamentos das relações, pela estranheza dos vínculos familiares, culminando num desastre anunciado cercado de nuances do terror e escolhas mortais! Apesar do início um tanto entroncado, a série flui de forma dinâmica após o segundo episódio, referencia subgêneros do terror e coloca em xeque se uma instituição tão superestimada como o casamento merece realmente tanto valor. Um verdadeiro brinde aos relacionamentos nada convencionais e aos “amantes” de uma boa sanguinolência!
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Rachel vai se casa com Nick! E até o momento tudo parece estar certo. Mas com a chegada na residência da família, o anuncio de uma cerimônia para toda a família e os olhares de julgamento, a jovem percebe que algo não está certo. Assim, Rachel começa a desconfiar que alguma coisa horrível vai acontecer, e seu tempo para impedir tudo isso é curto demais!
Antes do Casamento
Haley Z. Boston é a criadora, e também roteirista da série! E ao contrário do que muitos tem creditado, não, os irmãos Duffer, de Stranger Things, não são roteiristas, nem diretores desta obra, eles apenas produzem. Já a direção fica a cargo de Lisa Brühlmann, Weronika Tofilska e Axelle Carolyn.
Ou seja, temos um comando todo feminino aqui!
E este é o elemento crucial para que a produção funcione. O tempo todo acompanhamos as reações de Rachel e as consequências de suas ações, para isso, o ponto de vista feminino do que está a sua volta se faz crucial. Seja da forma como observa as atitudes dos familiares, até mesmo quando questiona as ações do próprio noivo.
Com isso, a câmera das diretoras faz com que sejamos sufocados e ao mesmo tempo mergulhemos na estranheza da atmosfera que vai nos carregando por uma perspectiva até os dois episódios iniciais. Tais episódios são os que mais sofrem na questão de ritmo. Porém, quando o terceiro e o quarto capítulos surgem, tudo se modifica, a obra ganha um ritmo dinâmico, sem nos preparar para o que está por vir. O que torna a experiência ainda melhor.
A série então cresce, descontrói o que pensávamos de certos personagens, dá novas camadas a protagonistas, transita entre a câmera estática, o plano sequência, e o desconforto dos closes. Assim, a direção faz questão de homenagear vários subgêneros do terror, desde found footage, até as produções com possessão, bruxas e o gore sem medidas, ou contenção.
Culminando então em um dos desfechos mais brutais das séries nos últimos tempos, que além de alegórico, é um brinde aos amantes de uma boa sanguinolência em tela!
Aliás, tudo isso se deve também ao trabalho de Camila Morrone! A protagonista não segue a cartilha de final girl, e tão pouco, da doce e inocente noiva, suas escolhas são questionáveis, seu posicionamento é firme e suas expressões nos conquistam desde o primeiro momento!
Desta forma, a série é o desconforto apreciado em tela onde os medos estão antes do “sim”!

E a sua alma gêmea?
Rachel está prestes a se casar com Nick, mas ela sente que algo horrível está para acontecer. E quando segredos do passado surgem, uma corrida contra o tempo começa, podendo terminar de forma trágica, ou não!
A série possui um ponto de virada que muda completamente nossas apostas sobre a narrativa. O que esperamos se torna outra coisa, quem desconfiamos assume outra postura, e cada vez mais vamos embarcando no desconforto, na bizarrice e nas excentricidades que surgem diante dos nossos olhos.
E isso torna um ensaio de casamento em um dos piores ambientes possíveis, uma despedida de solteira em um momento aterrador, além da busca por itens nada convencionais, em uma verdadeira “side quest” inabitual.
Deste modo, a série vai nos conduzindo a seu desfecho nos dando uma ponta de esperança de que tudo se resolverá, assim como no final das histórias de romance, onde a mocinha se casa com o mocinho, e o beijo deles sela esse momento de forma esplêndida.
Porém aqui não funciona dessa forma trazendo diante dos nossos olhos o que podemos chamar de o “Casamento Vermelho da Netflix”! E só vendo para entender!

E vale a pena assistir?
Algo Horrível Vai Acontecer é o desconforto em tela onde os medos estão antes do “sim”! A produção se encarrega de nos levar pelos questionamentos das relações, pela estranheza dos vínculos familiares, culminando num desastre anunciado cercado de nuances do terror e escolhas mortais!
Apesar do início um tanto entroncado, a série flui de forma dinâmica após o segundo episódio, referencia subgêneros do terror e coloca em xeque se uma instituição tão superestimada como o casamento merece realmente tanto valor. Um verdadeiro brinde aos relacionamentos nada convencionais e aos “amantes” de uma boa sanguinolência!
Algo Horrível Vai Acontecer está disponível na Netflix!
- Veja também: Crítica de Peaky Blinders – O Homem Imortal
Algo Horrível Vai Acontecer é o desconforto em tela onde os medos estão antes do "sim"! A produção se encarrega de nos levar pelos questionamentos das relações, pela estranheza dos vínculos familiares, culminando num desastre anunciado cercado de nuances do terror e escolhas mortais!
