A 2ª temporada de Avatar: O Último Mestre do Ar é uma dobra que nunca é assertiva, é esforçada, mas longe de cumprir seu papel!
Sim, Avatar é uma das nossas obras favoritas! A forma como os personagens lidam com elementos, os confrontos e toda a expansão de mundo consegue então nos arrancar aquele deslumbre por algo que já fomos apaixonados em animações clássicas. Logo, os sentimentos de nostalgia se fazem eficazes, tanto no visual apresentado, quanto para com aqueles que estão em frente a tela esperando uma grande jornada épica.
Desta forma, a 2ª temporada de Avatar: O Último Mestre do Ar é uma dobra que nunca é assertiva, é esforçada, mas longe de cumprir seu papel! A produção condensa narrativa e sacrifica a qualidade do enredo para tentar entregar um espetáculo puramente visual. Assim, a história de Aang não consegue ser sobre a evolução de um herói e suas descobertas no domínio dos elementos, pois atropela amadurecimento, alianças, dramas, conspirações e a força para enfrentar a Nação do Fogo. O resultado então é uma obra que perde o sentimento de encanto onde as possibilidades para vivenciar o épico são desperdiçadas, atrelada a um roteiro repleto de diálogos repetitivos, e a capacidade de frustrar a cada novo bloco de episódios!
Fale mais sobre isso
Aang é um jovem que precisa dominar os quatro elementos para trazer equilíbrio ao mundo, mas em sua jornada, o tempo é seu maior inimigo. Agora, o menino precisa aprender a dobra de terra, e com a ajuda de seus amigos, e de uma nova e poderosa aliada, irá entender como a geopolítica daquele universo funciona, e o que é capaz de realizar para conter o avanço do Senhor do Fogo Ozai. Porém, o grupo também é caçado por aqueles que querem capturar o Avatar para consolidar um império de destruição e medo!
Qualidade técnica, mas o resto…
Ao longo de seus episódios da nova temporada, a série mantém uma qualidade técnica ímpar, invejável por produções e que eleva isso ao demonstrar em tela como as dobras funcionam. E esse é um dos pontos interessantes da produção! Os efeitos visuais não são apenas simples recursos digitais inseridos para preencher o fundo. Aqui os confrontos só acontecem de verdade se o CGI souber desenhar o movimento certo para lançar a dobra correta.
Assim, o desenvolvimento visual da temporada passa pelo esforço de fazer os contornos de terra, as coreografias com água e os jatos de fogo o mais precisos possíveis, pois quanto melhor a computação realizada, melhor é o impacto das batalhas espalhadas pela tela, ou mais poderosa a ação pode parecer.
Logo, para não ficar apenas mostrando um cotidiano de viagem do grupo, somos apresentados ao núcleo de Ba Sing Se, uma cidade monumental que esconde segredos políticos e finge que a guerra não bate às suas portas.
Desta forma, esses momentos de confronto são justamente aqueles que mesclam o colorido dos cenários, fotografias monumentais, emprego de texturas digitais com maestria, e uma capacidade de dar “materialização” aos elementos lançados, de tal modo, que não conseguimos tirar os olhos da tela. Vide as sequências de ação que envolvem o avanço das tropas e os combates diretos!
Por isso, é justo dizer que a produção consegue sim usar o apuro técnico a seu favor, mas o torna um artifício isolado que tenta mascarar as falhas de uma narrativa que avança de forma surpreendentemente apressada!

Pressa e enfraquecimento
Quando o grupo chega a Ba Sing Se, passa a conhecer as intrigas da realeza e assim, sua jornada como Avatar vai ganhando novos desafios e enigmas cada vez mais complexos. Obviamente temos a comum espionagem entre personagens, testes precisam ser feitos e os perigos vão aumentando cada vez mais. Junto, vamos entendendo como os líderes se organizam, como eles ocultam a verdade e também controlam as ações que acontecem dentro das muralhas.
Ao mesmo tempo, a narrativa apoia-se num ritmo absurdamente condensado, onde o tempo de tela se manifesta de forma corrida nos momentos em que os arcos mais precisavam de espaço. Ba Sing Se surge apressada e totalmente sem construção, fazendo com que tramas políticas cruciais percam o impacto e os personagens fiquem desprovidos de um desenvolvimento completo, resultando em situações que se repetem e não acrescentam nada à trama real.
Desta forma o enredo falha ao abordar temas como aceitação, perdas e traumas, chegando ao ponto de nos lembrar que na televisão não podemos apenas resumir o que queremos, justamente pelo fato de que em algum momento isso vai tirar o peso do clímax.
Por fim, a jornada de Aang em busca de novos mestres passa por inúmeras fragilidades. Da amizade ao embate, dos segredos obscuros dos governantes aos sentimentos de quem luta, encontrando então um desfecho de temporada que carece do impacto necessário e soa falho como encerramento.

E vale a pena assistir?
A 2ª temporada de Avatar: O Último Mestre do Ar é uma dobra que nunca é assertiva, é esforçada, mas longe de cumprir seu papel! A produção condensa narrativa e sacrifica a qualidade do enredo para tentar entregar um espetáculo puramente visual. Assim, a história de Aang não consegue ser sobre a evolução de um herói e suas descobertas no domínio dos elementos, pois atropela amadurecimento, alianças, dramas, conspirações e a força para enfrentar a Nação do Fogo.
O resultado então é uma obra que perde o sentimento de encanto onde as possibilidades para vivenciar o épico são desperdiçadas, atrelada a um roteiro repleto de diálogos repetitivos, e a capacidade de frustrar a cada novo bloco de episódios! Já para os que se contentam apenas com o deslumbre estético e preferem fechar os olhos para a pressa de uma história mal costurada, fiquem com a beleza vazia das imagens, pois quem buscava a força emocional da obra original certamente sairá com a sensação de uma jornada incompleta!
Avatar: O Último Mestre do Ar está disponível na Netflix!
- Veja também: Crítica de Witch Hat Atelier
A 2ª temporada de Avatar: O Último Mestre do Ar é uma dobra que nunca é assertiva, é esforçada, mas longe de cumprir seu papel! A produção condensa narrativa e sacrifica a qualidade do enredo para tentar entregar um espetáculo puramente visual. Assim, a história de Aang não consegue ser sobre a evolução de um herói e suas descobertas no domínio dos elementos, pois atropela amadurecimento, alianças, dramas, conspirações e a força para enfrentar a Nação do Fogo.
