A Única Saída comprova que um filme de Park Chan-wook, sempre é uma boa opção!
A Única Saída (No Other Choice), o novo filme do diretor Park Chan-wook (Oldboy, 2003 e A Criada, 2016), chega aclamado aos cinemas brasileiros, apesar de ter sido esquecido nas indicações ao Oscar 2026!
No geral, este é aquele tipo de filme que surpreende, seja pela escolhas do personagem principal, seja pelo roteiro que sabe brincar, fazer rir e ao mesmo tempo escancara todo o capitalismo selvagem que pode levar um homem desempregado aos extemos.
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Depois de perder o emprego que vinha tenho aos logo de vários anos, Man Soo (Lee Byung-hu) vê sua vida virar de ponta-cabeça. Desempregado, com dois cachorros, dois filhos e a esposa que precisa sustentar, fazem com que Man Soo entre em uma jornada sombria e caótica, após participar de um entrevista de emprego.

O trabalho como razão de vida
No contexto geral, o filme se apresenta com uma sátira muito bem escrita sobre a forma que os personagens tendem a colocar o trabalha em um lugar muito mais especial do que ele é.
Se definir pelo que você faz e não pelo que você é, acaba sendo a pior decisão e pode levar a extremos sombrios, como o que o Man Soo tende a vivenciar.
Os cortes rápidos do Park Chan-wook, no primeiro terço do filme, fazem com que você entenda toda essa dinâmica de trabalho e família e a importância que cada setor tem. As piadas que aparecem ao logo do filme, dão aquele toque sutil ao filme que é bastante trágico, quando observado superficialmente.
Lee Byung-hu, como Man Soo, é um acerto gigante nessa produção, é a peça perfeita que conduz a jornada de um personagem que circula entre um pai trabalhador, desesperado sem emprego e serial killer quase profissional. Traz essa performance dinâmica que dita o tom da produção do começo ao final.
Outro destaque bastante positivo é a performance da atriz Son Ye-jin, que interpreta a Lee Mi-ri. Em um contexto, Lee é a parte mais real do filme, a mãe e esposa, que entende o que teve fazer, sempre ao lado do marido apesar das situações e suspeitas que o rodeiam.

Vale a pena?
A Única Saída é aquele filme que deveria fazer você só ler isso depois de vê-lo. Assistir ao filme sem ter quase nenhuma ou nenhuma informação sobre a sinopse dele é o melhor caminho a seguir, pois é um filme que surpreende e escalona bem o seu drama.
Ao mesmo tempo escancara o pior que o capitalismo selvagem pode fazer e o extremo que o um homem desesperado pode chegar. Além de fazer refletir sobre o modo que você tem de lidar com as situações que acontecem na vida.
E como isso é o mais importante, mesmo que a situação seja ruim, a sua forma que você lida com isso é o que te faz ser diferente.
Ou seja, um filme do Park Chan-wook, sempre é uma boa opção.
A Única Saída está em cartaz nos cinemas, distribuído pela MUBI e Mares Filmes.
Esta crítica foi produzida por Mario José, editor-chefe do Entre Universos
- Veja também: Crítica de Hamnet
A Única Saída é aquele filme que deveria fazer você só ler isso depois de vê-lo. Assistir ao filme sem ter quase nenhuma ou nenhuma informação sobre a sinopse dele é o melhor caminho a seguir, pois é um filme que surpreende e escalona bem o seu drama.
