Hamnet é um filme que vai te fazer chorar, sorrir, sentir e viver!
Hamnet marca o retorno de Chloé Zhao ao cinema após Eternos em 2021, filme esse que foi uma bomba em sua carreira. Eu, particularmente, amo. E que bom que ela retornou!
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Baseado no best-seller de mesmo nome da autora Maggie O’Farrell, que também assina o roteiro com Zhao, Hamnet é a dramatização da vida familiar do grande escritor William Shakespeare e sua esposa Agnes, a medida que eles lidam com uma perda irreparável.
Atuação e roteiro exímios
Apesar da grandeza com a qual Shakespeare é conhecido, aqui o vemos como um homem comum, que se apaixona, que tem problemas consigo mesmo, que não está feliz onde está profissionalmente e se muda para Londres buscando sua carreira no teatro.
Assim, o protagonismo do filme fica com sua esposa Agnes. O que é o grande trunfo do filme, porque ele não é apenas mais um filme sobre o grande dramaturgo e sim sobre sua família e o que acontece quando o luto acomete essa família.
Agnes é uma personagem cheia de vida e personalidade, que cuida de sua família como o bem mais precioso que ela tem e não os leva como garantia. Que traz um certo mistério e que se desenvolve mais e mais a medida que as coisas vão acontecendo em sua vida.
Personagem essa que é maravilhosamente interpretada pela atriz Jesse Buckley no que é uma das grandes atuações dos últimos anos.
Ela nos leva a viver a vida de Agnes, trazendo sua dor e sofrimento no olhar. Sua linguagem corporal também traz muito para a personagem que tem ótima química com Paul Mescal, que interpreta William Shakespeare em uma bela atuação.
A direção de arte do filme é rica, com cenários vivos e figurinos que marcam os personagens desde a primeira vez em que eles aparecem, Agnes sempre de vermelho, Shakespeare de azul. O roteiro traz uma linguagem despojada que é muito bem vinda, e o texto não depende das grandes obras de Shakespeare e, quando esse texto aparece, é utilizado de forma magistral.

O grande retorno de Chloé Zhao
Chloé Zhao mostra porque foi a escolha perfeita para encabeçar esse projeto, ela segue com sua direção intimista, trazendo o espectador pra perto de sua película. A forma como ela coloca alguns planos muito abertos nos mostrando o total desamparo da protagonista.
Zhao traz em seus filmes a contemplação do ser humano e qual o sentido da vida e aqui não é diferente.
Por que continuar vivendo quando o mais terrível acontece? Aqui ela nos mostra. E acho que esse é a maior conquista de Hamnet. Ela faz seus espectadores sentirem. O que sempre foi o objetivo do cinema. Quando as luzes estão apagadas e os quinze minutos finais de filme estão rolando, fungadas podem ser ouvidas na sala e, ao acender as luzes, rostos inchados e expressões pensativas. Esse é o cinema de Chloé Zhao, esse é o cinema de Hamnet.

E vale o ingresso?
Hamnet é um filme que vai te fazer chorar, vai te fazer sorrir, vai te fazer sentir. Vai te fazer querer viver.
Recentemente, Bong Joon-Ho, diretor de Parasita, fez um comentário sobre o filme que resume bem o que é assistir Hamnet: “Me senti curado ao assistir esse filme. Senti que era hora de eu fazer algo novamente.” E acho que isso é tudo que precisa ser dito.
Hamnet: A Vida Antes de Hamlet está em cartaz nos cinemas!
- Veja também: Crítica de Marty Supreme
Hamnet é um filme que vai te fazer chorar, vai te fazer sorrir, vai te fazer sentir. Vai te fazer querer viver. Recentemente, Bong Joon-Ho, diretor de Parasita, fez um comentário sobre o filme que resume bem o que é assistir Hamnet: “Me senti curado ao assistir esse filme. Senti que era hora de eu fazer algo novamente.” E acho que isso é tudo que precisa ser dito.
