Verity comprova que existem pessoas que não sabem escrever, dirigir e atuar numa história de mistério. E todas elas se reuniram neste filme!
IMPORTANTE: Essa crítica está analisando unicamente o filme, e não o livro!
Colleen Hoover é a queridinha da vez quando o assunto são as adaptações literárias para o cinema. Sendo alavancada pela polêmica que percorreu o antes e o depois de ‘É Assim que Acaba’, a nova produção que vem direto das páginas da autora é um grande exercício de paciência para o público que não conhece o material original, e uma demonstração da falta de direcionamento em uma obra.
Desta forma, Verity comprova que existem pessoas que não sabem escrever, dirigir e atuar numa história de mistério. E todas elas se reuniram neste filme! Ora um telefilme que certamente passaria no Supercine após o Altas Horas com uma edição duvidosa, ora thriller erótico regado a trilha sonora estourada, este é um exemplo de narrativa que não sabe o que é, e nem o que quer transmitir ao seu público. E se a grande lição ao final é a manipulação da verdade, poderia ter manipulado também o nosso interesse durante um hora e quarenta, pois apenas nos dez minutos finais, o longa parece ter encontrado o seu caminho, e justamente quando a história pareceu finalmente ter o que mostrar, ela acaba!
Fale mais sobre isso
Lowen Ashleigh é uma escritora sem sucesso, mas tudo isso está para mudar. Quando a jovem é contratada como escritora fantasma de Verity Crawford, uma renomada autora, para terminar um de seus livros, pois a mesma está impossibilitada devido sua saúde, Lowen encontra uma série de mistérios assustadores envolvendo aquela família que pode mudar os rumos da vida de todos a sua volta.
Tentando entregar um suspense
Michael Showalter é quem comanda a produção, mas aqui não há esforço algum para transformar o que vemos em tela num verdadeiro suspense que mereça o nosso interesse.
Ao longo de pouco mais de uma hora e quarenta minutos, o longa tenta construir uma atmosfera de mistérios, enigmas, mesclando a narração de uma das protagonistas com as reações da outra que ocupa o seu lugar. E é aqui que vemos a grande diferença, tanto no comando das cenas, quanto nas atuações.
Enquanto vemos uma entrega e um direcionamento assertivo pautado na atmosfera de enigmas com a história narrada por Verity, o mesmo não podemos dizer quando precisamos das reações referentes a isso. Somos entregues a uma produção que certamente ocuparia um lugar do Supercine de sábado, pois tamanha é a qualidade questionável.
Ou seja, o longa não sustenta uma direção concisa, onde não sabe trabalhar ambientações, a trilha sonora estourada sai do mistério para uma canção pop exagerada em momentos desnecessários, os diálogos parecem ter sido escritos por adolescentes em peças escolares do ensino médio, e a edição vai dos cortes abruptos para transições que não auxiliam em nada a narrativa.
Desta forma, este é um exemplo de obra que não sabe o que quer ser, tão pouco sustenta as revelações que são previsíveis, e recebidas sem tanta expressividade.
Dito isso, quem nos regata da morosidade e da vergonha alheia aqui é Anne Hathaway. Mesmo sabendo no que estava se metendo, entregou talento e carisma sem precisa se esforçar muito. Assim como Josh Hartnett, que poderia continuar surgindo sem camisa que não iremos reclamar. E a Dakota, Johnson!

A verdade é o grande mistério?
Verity é uma grande escritora, mas agora acamada cabe a Lowen terminar seu próximo livro. Porém, como ser tão grandiosa na escrita quanto alguém que sabe manipular a verdade, dentro e fora de suas histórias?!
Essa deveria ser a premissa que guia o longa, mas tudo isso é esquecido no caminho para tentar focar nos momentos eróticos, ou nos diálogos que tentam fazer o espectador de burro, sendo que já entendemos para onde essa história vai nos primeiros vinte minutos.
O grande problema é que ainda falta mais 1 hora e meia de suplício, atuações nada memoráveis e uma reviravolta que soa mais como uma tentativa que chocar o público, porém apenas deixa claro que nem roteiro, e talvez o material original, foram bem escritos.
E sobram cenas insinuantes, mais diálogos mal construídos e Dakota Johnson tentando franzir a testa para demonstrar preocupação e espanto com o que descobre.
Logo, ora um telefilme que certamente passaria no Supercine após o Altas Horas com uma edição duvidosa, ora thriller erótico regado a trilha sonora estourada, este é um exemplo de narrativa que não sabe o que é, e nem o que quer transmitir ao seu público. Talvez o alvo aqui sejam os fãs da autora do livro que origina o filme, mas até eles mereciam algo muito melhor no sentido de experiência cinematográfica.
Pelo menos até então não houve polêmica nos bastidores. Apenas Anne Hathaway e Josh Hartnett lidando com a atuação da Dakota Johnson.

E vale o ingresso?
Verity comprova que existem pessoas que não sabem escrever, dirigir e atuar numa história de mistério. E todas elas se reuniram neste filme!
Ora um telefilme que certamente passaria no Supercine após o Altas Horas com uma edição duvidosa, ora thriller erótico regado a trilha sonora estourada, este é um exemplo de narrativa que não sabe o que é, e nem o que quer transmitir ao seu público.
E se a grande lição ao final é a manipulação da verdade, poderia ter manipulado também o nosso interesse durante um hora e quarenta, pois apenas nos dez minutos finais, o longa parece ter encontrado o seu caminho, e justamente quando a história finalmente tem o que mostrar, ela acaba!
Verity está em cartaz nos cinemas!
- Veja também: Crítica de Conforme a Música
Verity comprova que existem pessoas que não sabem escrever, dirigir e atuar numa história de mistério. E todas elas se reuniram neste filme!
