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    Street Fighter | Crítica

    Will WeberBy Will Weber22/10/2026Updated:22/10/2026Nenhum comentário7 Mins Read
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    Street Fighter acerta e erra na mesma proporção, mas ainda assim, sabe como divertir!

    2026 certamente é o ano das adaptações dos games para telas! Mortal Kombat II e Resident Evil que o digam! Obviamente nem tudo nessas transposições para o cinema são acertos, ao mesmo tempo que as devidas proporções são tomadas para que a história procure emular tudo o que o material original já trouxe. É por isso que certos elementos podem ser deixados de lado, e outros devem ser mais explorados, algo que o filme da vez talvez precisasse mensurar!

    Desta forma, Street Fighter acerta e erra na mesma proporção, mas ainda assim, sabe como divertir! A adaptação de um dos maiores games de luta de todos os tempos consegue abraçar o que é de mais cafona da mídia original, usa das referências de maneira assertiva e caracteriza seus atores de forma exímia. Contudo, acaba deixando de lado o mais importante: As lutas, fazendo com que a bagunça do roteiro ganhe evidência, porém sem deixar que o entretenimento acabe. É um golpe certeiro na diversão, mas um nocaute no ritmo que deixa o longa totalmente sem direção.

    Fale mais sobre isso

    Ken e Ryu foram treinados desde crianças juntos, mas com o tempo apenas um deles despertou o poder do Hadouken. Com o tempo, eles se afastaram por conta de perdas em suas vidas, mas agora, eles se reúnem, pois um novo torneio de Street Fighter vai começar, dessa vez organizado pelo Lorde Bison que pretende não apenas colocar os maiores lutadores do mundo em combate, já que sua ambição por poder envolve aquilo que Ryu despertou!

    Uma bagunça cafona

    Kitao Sakurai é quem comanda a produção que possui erros e acertos na mesma proporção. E fica o questionamento: Quem escolheu esse diretor?

    Do mesmo modo que as caracterizações acertam ao dar vida aos personagens, a direção não sabe como desenvolver a personalidade, tão pouco dar momentos em que essas figuras tem um pouco de crescimento dentro da história. Apenas somos levados por um festival de frases mal pronunciadas, expressões exageradas e uma falta de entendimento do que fazer com quem está em tela.

    Com isso, a edição também é um grande demérito aqui! Por mais que movimentação de câmera seja interessante, e até criativa em alguns momentos, os cortes são abruptos, inconstantes e fora do tempo em que as ações estão ocorrendo. Isso faz com que o comando não saiba ao certo o que fazer, principalmente nas sequências de combate.

    E eis o maior de todos os problemas deste longa, a falta de apuro técnico com as lutas!

    Ainda que a coreografia faça um esforço louvável para adaptar o que os personagens nos jogos fazem, transpondo isso para o cinema, nunca vemos uma luta por completo. A montagem desvia o foco nos instantes mais importantes e quando voltamos para o que ocorre, já foi finalizado, ou temos o destaque de um único movimento, justamente por ser aquele conhecido do game. Ou nos é apresentada outra luta, sem que a anterior tenha acabado!

    Sim, é quase um Street Fighter, sem o Fighter!

    Assim sobre espaço para um trama que não nos importamos envolvendo Bison, outra de encontrar seu lugar no mundo pelo Ken, e o Ryu apenas choraminga pelos cantos o que não quer fazer. E como se não bastasse ainda precisamos aceitar a presença de Akuma!

    Contudo, por mais que esse novo filme de Street Fighter seja uma enorme bagunça dirigida com amadorismo, o entretenimento consegue salvar o longa de ser um desastre completo. As referências são utilizadas com assertividade, do mesmo modo que o filme não possui medo em ser cafona, ou exagerado. A produção entende de onde vem o material fonte, e faz disso o seu combustível. Infelizmente isso fica apenas nítido no ato final, e aí já estamos saindo da sala de cinema poucos minutos depois com aquele gosto agridoce na boca!

    Ou seja, é um golpe certeiro na diversão, mas um nocaute no ritmo que deixa o longa totalmente sem direção.

    Street Fighter / Paramount Pictures, 2026

    Hadouken, poder da amizade e vilões

    A história acontece 1993, justamente para se apegar aos elementos presentes no game Street Fighter II, ainda que exista toda uma sequência em 1987 que nos contextualiza os caminhos que levam Ken e Ryu aos dias que acompanhamos.

    Essa história passa a ganhar inúmeras novas camadas e situações, que vão do aprendiz que precisa provar o seu valor, ao outro aprendiz que não pode sucumbir às trevas, e por isso fugiu para longe, a jovem que quer vingança, o demônio em busca de quem despertou um poder sombrio, o ditador que quer dominar uma força sobrenatural, e um ser que procura sua mãe. Logicamente que todo mundo vai se encontrar no maior torneio de artes marciais. Dando espaço para que outros personagens conhecidos tenham os seus momentos, breves, rápidos, e sem nenhuma empolgação!

    Dito isso, E.Honda e Zangief são descartáveis, Guile é um alívio cômico que não funciona, Vega e Balrog são reduzidos a personagens sem personalidade, e Cammy está lá para fazer poses e exagerar nos gritos em cenas que são completamente constrangedoras. Ah, e temos o Blanka! E é isso que temos para falar dele!

    Desta forma, cabe aos protagonistas tentarem conduzir essa bagunça caricata, sem tanto sucesso. Callina Liang, com sua Chun-Li é irritante e repetitiva, Andrew Koji com seu Ryu é sem carisma. Mas pior que todos eles reunidos, temos a escolha mais equivocada de elenco do ano: David Dastmalchian como Bison. Não há imponência, não há senso do poder, revelando uma atuação que busca imitar o que Raúl Juliá fez certa vez, com direito a frase e tudo.

    No fim quem se destaca é Andrew Schulz como Dan, e aqui sim temos todo o carisma do filme. E Noah Centineo, que não é lá grandes coisas com o seu Ken, porém está acima dos citados anteriormente.

    Entretanto, como dito, o entretenimento ainda consegue dar as caras por aqui, pois por mais que percebamos a falta de domínio de cena, lembramos que essa é uma adaptação dos games que não busca ser levada a sério e quando tanto direção, quanto elenco entendem isso, o filme ganha seus melhores momentos, mas novamente falando, chegamos ao final logo em seguida! Deixando tudo frustrante!

    Street Fighter / Paramount Pictures, 2026

    E Vale o Ingresso?

    Street Fighter acerta e erra na mesma proporção, mas ainda assim, sabe como divertir! A adaptação de um dos maiores games de luta de todos os tempos consegue abraçar o que é de mais cafona da mídia original, usa das referências de maneira assertiva e caracteriza seus atores de forma exímia.

    Contudo, acaba deixando de lado o mais importante: As lutas, fazendo com que a bagunça do roteiro ganhe evidência, porém sem deixar que o entretenimento acabe. É um golpe certeiro na diversão, mas um nocaute no ritmo que deixa o longa totalmente sem direção.

    Essa é uma adaptação dos games que não busca ser levada a sério e quando tanto direção, quanto elenco entendem isso, o filme ganha seus melhores momentos, mas novamente falando, chegamos ao final logo em seguida! Deixando tudo frustrante!

    Street Fighter está em cartaz nos cinemas!

    IMPORTANTE: O filme possui uma cena pós-créditos!

    • Veja também: CCXP26 anuncia o Marvel Day
    5.0 Regular

    Street Fighter acerta e erra na mesma proporção, mas ainda assim, sabe como divertir! A adaptação de um dos maiores games de luta de todos os tempos consegue abraçar o que é de mais cafona da mídia original, usa das referências de maneira assertiva e caracteriza seus atores de forma exímia. Contudo, acaba deixando de lado o mais importante: As lutas, fazendo com que a bagunça do roteiro ganhe evidência, porém sem deixar que o entretenimento acabe. É um golpe certeiro na diversão, mas um nocaute no ritmo que deixa o longa totalmente sem direção.

    • 5
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    Will Weber

    Editor-chefe do Geek Guia, professor de Língua Portuguesa e podcaster.

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