Maldição da Múmia permeia os subgêneros do terror para entregar o grotesco e o visceral que a gente gosta em tela!
Nota do Editor-Chefe: Por mais que muitos já saibam, mas é necessário pontuar que este filme não é uma continuação do filme ‘A Múmia’ com Brendan Fraser!
Lee Cronin é um dos diretores atuais do terror que merece e muito nossa atenção. Desde seu ótimo trabalho em A Morte do Demônio: A Ascensão, Cronin tem conseguido destaque e seu nome tem sido citado para possíveis outras histórias dentro de um gênero que tem se reinventado para melhor a cada ano. E desta vez, ao usar elementos de um monstro clássico, ele entrega o que sabe fazer de melhor.
Deste modo, Maldição da Múmia permeia os subgêneros do terror para entregar o grotesco e a nojeira que a gente gosta em tela. O diretor não busca criar uma nova origem para um ser já conhecido de outras obras, mas faz de seus elementos, instrumentos a seu favor para permear uma narrativa que se apoia no horror corporal, na possessão e nas escolhas duvidosas dos personagens. Assim nos entrega situações que farão o espectador virar o rosto enquanto assiste, arrepiar a cada momento e sair satisfeito da sessão, pois um bom filme de terror foi feito!
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A filha de um jornalista desaparece num deserto sem deixar rastros, deixando a família dilacerada e em luto. Até que, oito anos mais tarde, a jovem garota reaparece, deixando todos chocados. O problema é que esse encontro aparentemente feliz transforma-se em um pesadelo de proporções gigantes.
Não é a Múmia de 1999 e muito menos o monstro clássico
O subtítulo já deixa claro para todos do que esse filme se trata! O fato é que Lee Cronin se apoia em uma mitologia para dar o tom que deseja, e percorrer os caminhos que bem entender com sua “múmia”!
Não há escavações, não há arqueólogos correndo atrás de tesouros, e sim, a boa e velha dose de possessão, com muito horror corporal, e a visceralidade que chama atenção de quem gosta de terror.
O diretor deixa claro suas intenções logo de início quando começa pendurando uma vítima pelo pescoço e vai ampliando o grotesco a cada novo momento. E isso envolve pele sendo arrancada, mordidas, modulação de voz, insetos sendo comidos, dentes arrancados, e um velório que virou um enterro (não, espera aí!?).
Para cada momento, sangue jorra, tecidos se desfazem e uma família vai ficando a mercê de uma entidade que sai do aspecto apenas psicológico, adentrando o físico de forma brutal, com direto a gente sendo arremessada de janela, coiotes atacando e muita contorção corporal.
Lee Cronin sabe o que pretende e o que quer fazer, por isso mergulha em referências de outras sagas como O Exorcista, tanto original de 1973, quanto o Exorcista 3 de 1990, e obviamente, o próprio A Morte do Demônio. Mas nada é solto, tudo possui contexto e intencionalidade quando o foco está em causar desconforto.
E essa é a palavra, desconforto! Maldição da Múmia consegue deixar seu público desconfortável e surpreso nas cenas que não economizam no gore. De igual modo, quando nos aproximamos do desfecho, um tanto óbvio e previsível quando o assunto é o plot de possessão, entendemos que é possível sair satisfeito da sessão, pois um bom filme de terror foi feito!

O que aconteceu com katie?
Katie estava brincando no jardim de sua casa quando a mãe de uma amiga se aproxima para falar com ela. Depois disso, a menina nunca mais é vista, deixando sua família em desespero. Oitos anos se passam, e após a queda de um avião no Egito, um antigo sarcófago é encontrado, e ao abrirem, é Katie quem está lá dentro mumificada.
O que poderia ser então uma história de reencontro familiar vai se tornando cada vez mais um palco para situações bizarras e violentas. Isso envolve todo o tipo de situação que só vai ganhando cada vez mais proporção.
O texto então se encarrega de demonstrar os dramas de uma família que vive à sombra de um passado. Um pai frustrado, uma mãe sem esperanças, e filhos que amargam a incógnita sobre a irmã mais velha que sumiu. Logo, esse cenário muda com o retorno de Katie e com ela, o terror vai ganhando formas grotescas, e agressivas.
Para isso, Lee Cronin, que também assina o roteiro, vai nos dando motivações, explicações, estabelece o núcleo familiar de forma entendível e deixa para os minutos finais a revelação do que realmente está acontecendo com a jovem. Contudo, o diretor não deixa de abraçar certas convencionalidades e até mesmo recursos facilitados aqui!
Porém, como se trata de um filme de terror, o foco não está no esclarecimento da psique humana diante da situação, e sim no quanto é possível arrancar de sangue a cada novo instante em tela.

E Vale o Ingresso?
Maldição da Múmia permeia os subgêneros do terror para entregar o grotesco e o visceral que a gente gosta em tela!
O diretor não busca criar uma nova origem para um ser já conhecido de outras obras, mas faz de seus elementos, instrumentos a seu favor para permear uma narrativa que se apoia no horror corporal, na possessão e nas escolhas duvidosas dos personagens.
Assim nos entrega situações que farão o espectador virar o rosto enquanto assiste, arrepiar a cada momento e sair satisfeito da sessão, pois um bom filme de terror foi feito!
Maldição da Múmia está em cartaz nos cinemas!
- Veja também: Review de Malcolm – A Vida Continua Injusta
Maldição da Múmia permeia os subgêneros do terror para entregar o grotesco e o visceral que a gente gosta em tela!
