Frieren e a Jornada para o Além chega em sua 2ª temporada repleta de contrastes e ainda melhor.
Bem vindos ao “Retorno da Elfa e a Revolução dos Créditos Finais”! É como carinhosamente apelidei esse Review (fará sentido em algum momento, confia).
Frieren e a Jornada para o Além voltou para a segunda temporada e, se você estava ansioso por essa continuação espiritual da jornada da elfa, pode respirar aliviado: o retorno é muito bom, muito divertido e, no geral, entrega aquela dose de melancolia e aventura que a gente ama.
Mergulhando de cabeça nos dois primeiros episódios, percebe-se que a Madhouse acertou a mão em muita coisa. Mas, atenção: esta é uma review inicial, e as impressões podem variar ao decorrer da temporada!
Sem mais enrolação, vamos por partes!
Trilha Sonora: O Impacto da Emoção

Um dos maiores acertos, e que merece ser aplaudido de pé, é o conjunto de abertura e encerramento.
A opening com “lulu.” da Mrs. GREEN APPLE é simplesmente espetacular. A música é o tema perfeito para a jornada, e os visuais são de tirar o fôlego. A forma como a letra se conecta com a experiência de Frieren, carregando o peso das memórias e a busca por um novo significado, é um golpe de mestre que eleva a experiência a um novo nível.
Mas o que realmente tira o chapéu é a ending “The Story of Us” da milet. A animação, inteiramente desenhada à mão com lápis de cor por Mimei Aoume, é a perfeita resposta à mesmice da indústria. É frustrante ver certos animes com animações que parecem de outra geração, mas aqui, Frieren mostra que a arte pura e o carinho superam qualquer erro técnico crônico.
A sequência, com Frieren sendo uma viajante solitária e o simbolismo da pena de Himmel, é uma narrativa visual que te atinge em cheio.
Animação: A Fluidez que a Gente Espera

A Madhouse, conhecida por seu trabalho em animes de ação e drama, não decepciona. A animação captura com maestria a brutalidade das cenas de ação e a expressividade dos personagens.
No primeiro episódio, a cena da caverna de mana, embora focada no humor e na dinâmica do trio, já mostra a qualidade do character design e da ambientação. Mas é no segundo episódio, no combate contra o Demônio da Espada, que a fluidez do estúdio se destaca.
Frieren, vendo que Fern seria enganada, não hesita em ir para a violência, desintegrando o demônio com um único e gigantesco Zoltraak. A forma como a magia é animada, o impacto do golpe e a reação de Fern e Stark são viscerais.
É o tipo de qualidade que faz a gente lembrar dos melhores momentos de Jujutsu Kaisen ou Attack on Titan, onde a ação é rápida, brutal e visualmente deslumbrante.
Narrativa: O Peso da História e o Dilema do Herói

A trama principal nos leva a Fabel Village, onde Frieren nos dá uma aula de história sobre o Herói do Sul, o “mais forte” entre todos os heróis.
O flashback do Herói do Sul tentando recrutar Frieren é um momento de pura emoção. Ele sabia que ia morrer, mas se sacrificou para “abrir o caminho” para o jovem herói que viria (Himmel). É o tipo de sacrifício que a gente vê nos arcos mais clássicos de shonen, entretando, aqui é tratado com a melancolia e o peso da história que só Frieren consegue entregar. A série usa o passado para dar peso ao presente, e essa imersão, essa sensação de estar em um mundo que te acolhe, é o que eu chamo de “tranquilidade”.
E vale a pena assistir?
No fim das contas, ‘Frieren e a Jornada para o Além: 2ª Temporada’ é um jogo de contrastes gigantescos. Ele inova onde precisa, com uma narrativa que te prende e uma ambientação que te faz querer explorar cada canto do mundo.
A diversão pura e a satisfação da nova mecânica de combate (o desenvolvimento de Stark e Fern) superam os defeitos (se é que existem).
Frieren e a Jornada para o Além está disponível na Crunchyroll!
- Veja também: Crítica de Sonhos de Trem
