Supergirl é a redenção da personagem no cinema em uma história que fala sobre pertencimento e humanidade!
Supergirl é a segunda entrada cinematográfica no universo DC de James Gunn e Peter Safran e traz para protagonismo a prima de Superman, apresentada, brevemente, no filme de 2025.
Vamos tirar algumas coisas da sala antes de começar essa crítica: O filme está sendo amplamente criticado pela massa, por ser nada original e “bem 2015”, isso me lembra quando tivemos o lançamento de Capitã Marvel, que teve as mesmas críticas. Ninguém é obrigado a gostar de nada e tem passe livre para criticar o que quiser, mas ver esse argumento de críticos que encheram a bola de outros filmes de super-herói (homens) nos últimos anos é um tanto quanto “engraçado”.
Mas sabemos muito bem que a barra para filmes com protagonistas femininas é muito mais alta.
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Kara Zor-El, a Supergirl, e também sobrevivente da destruição de Krypton. Mas ao contrário do seu primo, Superman, ela não quer viver na Terra. Por isso, a jovem superpoderosa vaga pelo espaço vivendo diferentes momentos de diversão ao lado de seu cão Krypto, até o momento em que seu caminho cruza com um de uma jovem em busca de vingança. Isso faz com Kara veja seu melhor amigo canino em risco, fazendo com que a Supergirl vivencie uma missão sobre descoberta, pertencimento e resgate!

Kara é quem somos de fato
Dito isso, gostei muito do filme.
Ele tem seus defeitos, mas eu diria que os acertos são maiores. Kara, interpretada por Milly Alcock, é mais uma demonstração do casting impecável da DC, que não errou até agora neste novo universo. É uma personagem muito interessante que contrasta bem com o Clark de David Corenswet, esse que tem pequenas participações no filme que geram interações bem legais entre os Superprimos.
Sua química com Ruthye (Eve Ridley) diverte e é crível, ela se vê naquela pequena menina que perdeu tudo. Assim como seu primo, ela quer ser boa, mas ela tem defeitos, faz escolhas questionáveis e tem ações não muito bem vistas pelos que estão a sua volta. Acho que isso é uma das coisas que mais me apegou ao filme.
Clark é o que nós almejamos ser, pessoas boas, deuses, inalcançáveis. Mas e a Kara? Ela é o que de fato somos, humanos, com erros, péssimas decisões, mas bons. Pessoas assim também podem ser heróis. E Krypto é sempre um acerto né, quanto mais Krypto melhor.
Já o roteiro de Ana Nogueira é sensível e importante, ela constrói personagens muito sólidas em Kara e Ruthye, seu vilão é desprezível, como deve ser. Ele não tem desenvolvimento nem uma história triste de origem, é como é porque quer e esse é um grande acerto da roteirista.
Gostei muito da forma como ela escreve as personagens femininas e quero muito ver o que ela faz com Mulher-Maravilha. Craig Gillespie traz uma boa direção, bem dinâmica com cenas de luta muito bem executadas. Existe aqui uma intenção de emular produções de James Gunn sim, mas isso casa com o que o novo universo DC almeja. Sinto que ele também teve sensibilidade para lidar com os temas mais pesados do filme.

E vale o ingresso?
Supergirl tem problemas, principalmente com seu ritmo. O primeiro ato é bem frenético e o segundo desacelera, mas pisa no freio demais e faz o filme parecer mais longo do que realmente é. Porém ele engata no terceiro ato e chega onde tem que chegar!
É um bom coming of age e uma redenção à personagem no cinema. Nos apresenta com saldo positivo a figura que veremos cada vez mais neste universo e mal posso esperar para ver os Superprimos em ação. Por enquanto, o Universo de Gunn e Safran está 2/2.
Supergirl está em cartaz nos cinemas!
Importante: O filme não possui cenas pós-créditos!
- Veja também: Crítica de Toy Story 5
Supergirl é um bom coming of age e uma redenção à personagem no cinema. Nos apresenta com saldo positivo a figura que veremos cada vez mais neste universo e mal posso esperar para ver os Superprimos em ação. Por enquanto, o Universo de Gunn e Safran está 2/2.
