Wicked: Parte 2 cria um espetáculo visual e sonoro que justifica a tela grande
Existem pessoas que vão assistir Wicked: Parte 2 de uma visão meio que especialista: viram o musical na Broadway, conhecem toda a história, são apaixonados pelo universo de Oz há anos.
E existem pessoas assim como eu, que vão ver a segunda parte porque conheceram Wicked através do primeiro filme. Minha crítica vem desse lugar (e a gente precisa falar sobre isso logo de cara, porque faz toda a diferença na experiência).
A segunda parte é um filme muito bom e que entrega aquilo que ele se propõe a fazer: um fechamento grandioso e emocionalmente satisfatório dessa jornada entre Elphaba e Glinda. Mas, ainda assim, ele tem seus defeitos.
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Wicked: Parte 2 nos joga direto na consequência dos eventos do primeiro filme. Elphaba, agora conhecida e temida como a Bruxa Má do Oeste, virou inimiga número um de Oz. O Mágico consolidou seu poder, Glinda se vê dividida entre sua lealdade à amiga e seu papel como a “Bruxa Boa”, e toda Oz acredita na narrativa oficial sobre quem é o verdadeiro mal.
O filme acompanha Elphaba tentando sobreviver enquanto luta contra um sistema que a transformou em monstro. Paralelamente, os eventos clássicos de O Mágico de Oz começam a se desenrolar: uma casa cai do céu, uma garota chamada Dorothy chega em Oz, e os destinos de todos os personagens começam a convergir para aquele momento que já conhecemos.

Os pontos que pesaram, mas nem tudo é acerto, e nem erros
O maior problema está no ritmo desigual.
Os primeiros quarenta minutos funcionam muito bem: o filme respira, os conflitos têm tempo para se instalar, a gente acompanha a emoção das cenas sem pressa. Mas depois disso, parece que estamos dentro de um trem bala. Tudo acelera justamente quando entram os elementos clássicos do Mágico de Oz.
Para quem já conhece o musical de ponta a ponta, essa correria talvez passe batida. Você preenche as lacunas sozinho, entende as referências e sabe exatamente o que cada música significa dentro da história. Mas para quem está conhecendo esse universo agora, a sensação é outra: as coisas simplesmente acontecem rápido demais.
Não que o filme precise virar uma explicação didática. Ninguém quer uma aula sobre Oz. Mas existe um equilíbrio entre não subestimar o público e não deixá-lo perdido. Quando você faz um filme para o cinema, para além dos fãs devotos do musical, é preciso considerar que nem todo mundo chega sabendo sobre tudo.
E essa atenção simplesmente se perde na segunda metade.
Porque, convenhamos: reclamar é fácil. E seria injusto focar só nos problemas quando Wicked: Parte 2 entrega excelência em tantos aspectos.
As músicas são simplesmente incríveis. Cada número musical é construído com cuidado, emoção e grandiosidade. E os vocais? De tirar o fôlego. Literalmente. Tem momentos em que você esquece de respirar porque está completamente absorvido pela potência das performances. Cynthia Erivo e Ariana Grande continuam incríveis, como sempre.
A mixagem de som é um show à parte. Poucos filmes conseguem equilibrar diálogos, música, efeitos sonoros… Com tanta qualidade.

E vale a pena assistir?
Apesar dos pesares, Wicked: Parte 2 acerta onde mais importa: na relação entre Elphaba e Glinda e em criar um espetáculo visual e sonoro que justifica a tela grande.
Além disso, poucos filmes conseguem equilibrar diálogos, música, efeitos sonoros com tanta qualidade.
Wicked: Parte 2 está em cartaz nos cinemas!
- Veja também: Crítica de Wicked: Parte 2 do Pedro Dias
Apesar dos pesares, Wicked: Parte 2 acerta onde mais importa: na relação entre Elphaba e Glinda e em criar um espetáculo visual e sonoro que justifica a tela grande.
