Focado em Hal Jordan, a história nos mostra as dores de quem foi escolhido por não ter medo. Pelo menos é o que achávamos que não tinha.
Dentro do universo dos heróis, vemos o quanto sua presença é celebrada e suas ações comemoradas a cada novo salvamento. Obviamente nem tudo são acertos, mas existem camadas não exploradas da mente, das escolhas, e dos sentimentos das figuras que não são vistas a olho nu. Da mesma forma que o medo de não ser o que espera pode ter o mesmo impacto que os poderes que aquele herói carrega.
Logo, como havia sido especulado, o episódio 7 de Lanternas abordou o passado de Hal Jordan e de uma maneira impactante, traçando uma nova linha da construção de quem o Lanterna Verde se tornou com o passar do tempo. E o que poderia ser apenas uma viagem ao passado de uma das figuras mais antipáticas desse atual universo da DC, nos revela que segredos são mais obscuros, e destrutivos do que a gente pensa.

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Se o sexto episódio reorganizou as peças para vermos as novas movimentações desse jogo misterioso, o sétimo se encarrega de explicar o porquê de uma dessas peças ter sido descartada de maneira tão cruel. Não revelando o culpado por isso, porém apontando a direção do que havia na mente de quem se perdeu.
Hal Jordan, desde pequeno, teve que lidar com a rejeição e com as perdas que vida lhe colocava. E isso vai das coisas mais simples até familiares. O levando a criar a personalidade impulsiva e explosiva que conhecemos ao longo dos episódios da série, ainda que numa figura mais velha.
O ponto importante aqui é o quanto essa construção revela o que Jordan guardava, ou escondia. Um certo segredo de família, algo que era passado de geração em geração, da maneira mais cruel possível.
E isso nos faz entender as escolhas, as falas e o pensamento acerca de ser trocado por uma versão melhor, sem medos, e superior, na persona de John Stewart. Nos levando então a todas as ações realizadas em 2016 e a consequência de sua morte em 2026.
Desta forma, o ritmo do episódio é aquele mais lento, contemplativo, mas ainda certeiro em seus diálogos com destaque ímpar para Kyle Chandler, como Halogram, o que nos faz driblar a antipatia criada nos episódios anteriores com a figura do antigo Lanterna Verde. É como se a produção deixasse claro que realmente não existe quem esteja bem, seja na Terra do Universo DC, seja na nossa. Mas é lógico que toda ajuda, deve e sempre será bem-vinda!
Por fim, os mistérios ganham novos contornos, e a presença de Sinestro nos confunde ainda mais sobre o que realmente aconteceu com Hal Jordan, e o destino de John para com a tropa dos Lanternas.

E vale a pena assistir?
Ao abordar o passado de Hal Jordan, Lanternas nos entrega um episódio emocional, profundo e doloroso sobre quem vestia um manto poderoso, mas que não se sentia da mesma forma.
De igual modo, que poderia ser apenas uma viagem ao passado de uma das figuras mais antipáticas desse atual universo da DC, nos revela que segredos são mais obscuros, e destrutivos do que a gente pensa.
Fugindo das convencionalidades, Lanternas segue com seus acertos e na excelente construção dos seus personagens. Ao mesmo tempo, a série nos pega pela mão para um final repleto de revelações onde não importa que portará o anel do Lanterna Verde, pois nos mostra que independentemente do dia mais claro, o medo sempre esteve presente!
Lanternas está disponível na HBO Max com episódios semanais.
Se você já teve ou conhece alguém passando por situações difíceis, ou com pensamentos destrutivos, procure ajuda. O número do CVV – Centro de Valorização da Vida, é o 188!
- Veja também: Review do episódio 6 de Lanternas
