Avatar: Fogo e Cinzas entretém com seu espetáculo visual, mas ainda se perde na narrativa!
Avatar: Fogo e Cinzas é a terceira parte da franquia Avatar que foi iniciada em 2009 pelo diretor e roteirista James Cameron, e que ainda têm mais dois filmes planejados.
Como seus predecessores, Avatar (2009) e Avatar: O Caminho da Água (2022), Avatar: Fogo e Cinzas é um grande espetáculo visual, nos trazendo a tecnologia mais avançada do cinema mas, assim como as produções que antecedem a nova aventura, o terceiro filme da franquia peca num dos quesitos mais importantes, a narrativa.
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Após a devastadora guerra contra a RDA e a perda do seu filho mais velho, Jake Sully e Neytiri devem enfrentar uma nova ameaça: o Povo das Cinzas, uma nova e agressiva tribo Na’vi, conhecida por sua violência extrema e sede de poder. O misterioso clã é composto por guerreiros que controlam o fogo e cuja lealdade pode desequilibrar o destino do planeta.

Mesmos conflitos, apenas com roupagem diferente
Obviamente, a construção de mundo da película é seu ponto mais alto, a forma como Pandora é apresentada, com seu bioma, espécies diversas de animas fantásticos e personagens belamente construídos, James Cameron nos puxa para dentro do mundo de Jake Sully e nos faz acreditar que aquele mundo existe sim, em algum lugar de nossa galáxia. A adição do Povo das Cinzas também é muito bem-vinda, trazendo uma estética Na’vi diferente das que já vimos anteriormente, com seus costumes e práticas.
Destaque deve ser dado para Oona Chaplin, que interpreta Varang, a líder do Povo das Cinzas. Sua presença é forte e imponente, nos trazendo uma nova lore ao mundo que temos conhecido nos últimos 14 anos, apesar de que a direção que sua personagem segue na narrativa, deixou a desejar, pelo menos para mim. Acho que poderia ter sido utilizada de outra forma.
Jack Campion também segue entretendo com seu Spider, o único humano no meio dos Na’vi e seu carisma é um grande deleite. Seu personagem ganha ainda mais camadas nessa nova película, com novos debates e habilidades mas, ainda assim, preso à questões do filme anterior.
O que, ao meu ver, segue sendo o grande problema na franquia de Avatar. Não diferente do segundo, o terceiro filme segue a fórmula do original, com os mesmos conflitos, apenas com roupagem diferente. A batalha final, inclusive, acontece também num navio, como no anterior.

E vale o ingresso?
Avatar: Fogo e Cinzas entretém com seu espetáculo visual e diverte muito porém perde quando, durante e, especialmente, no final do filme, deixa pontas soltas que poderiam muito bem ser fechadas para uma finalização da franquia, mas que não são porque James Cameron precisa finalizar as cinco partes que criou.
Chega a ser cansativo a forma com que a história segue se repetindo, com o mesmo conflito entre os mesmos personagens com os mesmos vilões que o diretor se recusa a eliminar. Mas, no final das contas, entrega o que promete, um grande espetáculo visual que vale por tudo que está sendo mostrado em tela. Se o filme fosse apenas imagens e trilha sonora, divertiria da mesma forma, vale a pena ver na maior tela que você conseguir.
E, com certeza, estaremos no cinema em dezembro de 2029 para ver o que mais James Cameron consegue aprontar, com esperanças de que traga algo novo, não apenas visualmente, mas também em seu roteiro.
Avatar: Fogo e Cinzas está em cartaz nos cinemas!
Avatar: Fogo e Cinzas entretém com seu espetáculo visual e diverte muito porém perde quando, durante e, especialmente, no final do filme, deixa pontas soltas que poderiam muito bem ser fechadas para uma finalização da franquia, mas que não são porque James Cameron precisa finalizar as cinco partes que criou.
