Bom Menino cria uma ótima atmosfera de terror que nunca fez o espectador torcer tanto pelo seu protagonista!
Ao longo da décadas o cinema nos entrega filmes com protagonistas caninos. Os cachorros são amigos, companheiros, vivem aventuras e em alguns casos, acabam morrendo ao final das histórias gerando aquela comoção. Mas e quando essas criaturas que são tão próximas dos humanos estão atreladas a histórias de terror? O que será que podemos esperar quando eles se tornam os personagens principais?
Logo, ‘Bom Menino’ chegou aos cinemas criando uma atmosfera de terror que nos captura por completo ao mesmo tempo que faz o espectador torcer ao máximo pelo protagonista do começo até o fim. Nessa história que mescla drama, sobrenatural e amizade, a criatividade do ponto de vista da narrativa encontra a estrutura assertiva para contar sua história, e apesar dos poucos deslizes, a originalidade entrega uma experiência única demonstrando que há espaço no terror para novas perspectivas, e protagonistas que conseguem nos cativar, sem precisar dizer uma palavra!
Fale Mais Sobre Isso
Todd e seu fiel cachorro Indy retornam à propriedade rural familiar, assombrada por um passado de tragédia. A descrença de Todd atua como um convite aberto para o sobrenatural, delegando a Indy a sombria tarefa de ser o primeiro a perceber as presenças espectrais na mansão. À medida que Todd se perde para as influências malignas da casa, a dinâmica se inverte: o cão, antes protegido, deve agora assumir o papel de guardião de seu dono.
Sob o olhar de Indy
Ben Leonberg comanda a produção, colocando seu próprio cachorro como protagonista e estabelecendo a partir dessa perspectiva uma narrativa cheia de personalidade.
O diretor se encarrega de demonstrar as reações de Indy, que vão das orelhas em pé, a cauda encolhida, dos choros e latidos, e tudo isso se torna altamente compressível por quem assiste. O cãozinho estabelece o terror que acompanhamos, de igual modo que a atmosfera tensa vai demonstrando uma vulnerabilidade ímpar, onde a qualquer momento tememos pela segurança de Indy.
Ao mesmo tempo, a narrativa entrega os mistérios da casa, das pessoas que lá viveram de forma pontual, sem precisar de tanto exposição para nos fazer entender que aquele lugar não deveria ser habitado. E isso também se estabelece pelo ponto de vista do tutor de Indy, que é filmado apenas dos ombros para baixo, para que estejamos ainda mais conectados com quem vai nos levar pelas quatro patas por essa história.
Assim, a direção vai criando momentos onde cômodos e móveis criam uma sensação de claustrofobia, espaços abertos criam silhuetas amedrontadoras, e o som nos deixa aflito na mesma medida que a tensão apenas vai crescendo, fazendo com que o sobrenatural surja de forma bizarra, e ainda mais assustadora para o protagonista.
Logo, a originalidade entrega uma experiência única demonstrando que há espaço no terror para novas perspectivas, e protagonistas que conseguem nos cativar, sem precisar dizer uma palavra!

O melhor amigo
Todd está doente e para tentar passar alguns dias longe dos problemas decide ir para a antiga casa de seu avô, com seu cachorro Indy, mas o seu companheiro de quatro patas começa a perceber que ali existe um mal que os persegue, porém como ele poderá defender seu tutor dessa ameaça?
Desde que o longa começa, somos levados a torcer por Indy, e quando ele começa explorar a casa, a única coisa que queremos é que ele fique seguro! Ah, e o humano da história? O que temos a ver! (Brincadeira). Porém, verdade seja dita, os momentos de Todd não são tão interessantes quanto as sequências em que Indy confronta o sobrenatural.
Contudo, nossa empatia se encontra com o protagonista canino, quando ele assusta, queremos abraçá-lo, quando ele percebe algo medonho nas sombras, a vontade é entrar na tela e tirar Indy de lá. Pois toda nossa carga de torcida por um protagonista foi entregue ao carisma do doguinho!
Na mesma proporção, a narrativa traça a relação de amizade, e companheirismo, de cuidado e dedicação, e até quando Indy é deixado de lado, sua lealdade se torna força para escapar dos perigos.
E quando chegamos ao desfecho, nosso coração quase para quando vemos Indy em perigo e aí entendemos que a experiência fez o seu trabalho da maneira correta, algo que causaria inveja em tantas outras produções de terror nos últimos tempos!

E Vale o Ingresso?
‘Bom Menino’ chegou aos cinemas criando uma atmosfera de terror que nos captura por completo ao mesmo tempo que faz o espectador torcer ao máximo pelo protagonista do começo até o fim.
Nessa história, que mescla drama, sobrenatural e amizade, a criatividade do ponto de vista da narrativa encontra a estrutura assertiva para contar sua história, e apesar dos poucos deslizes, a originalidade entrega uma experiência única demonstrando que há espaço no terror para novas perspectivas, e protagonistas que conseguem nos cativar, sem precisar dizer uma palavra!
‘Bom Menino’ está em cartaz nos cinemas!
Importante: Quer saber se Indy morre ao final do filme? Clique aqui!
- Veja também: Crítica de A Vizinha Perfeita
'Bom Menino' chegou aos cinemas criando uma atmosfera de terror que nos captura por completo ao mesmo tempo que faz o espectador torcer ao máximo pelo protagonista do começo até o fim.