O Telefone Preto 2 é uma ótima continuação que explora os traumas e pesadelos de forma assustadora
Freddy Krueger ao adentrar os sonhos de suas vítimas tornava o momento em um sádico, e até satírico, jogo fatal. E aos poucos, e de diferentes formas, colecionava suas mortes, embora fosse derrotado justamente por adentrar o mundo real. Ao mergulhar nessa referência, Finney e Gwen se tornam uma espécie de “Guerreiros dos Sonhos” contra o Sequestrador onde derrotá-lo não está apenas relacionado no despertar, mas aos traumas do passado, e a dons ainda não compreendidos.
Assim, ‘O Telefone Preto 2’ é uma ótima continuação que explora os traumas e pesadelos de forma assustadora, criativa, regada por uma vingança que encontra meios sobrenaturais de acontecer. Tudo isso mesclado a um conceito inventivo, uma direção bem executada e uma figura antagônica que firma ainda mais seu espaço como dos mais cruéis personagens do gênero de terror. Logo, a dinâmica da força de um personagem, com os dons sobre-humanos de outros entrega mais um capítulo satisfatório em uma obra que surpreendentemente encontrou meios de se tornar franquia.
Fale Mais Sobre Isso
Finney e Gwen tentam seguir suas vidas após a morte do Sequestrador que matou inúmeras crianças em sua cidade. Contudo, a jovem começa a ter pesadelos constantes com os acontecimentos de um acampamento, com isso levando os irmãos até o local. Lá eles descobrem um passado que envolve o assassino que enfrentaram outra vez, revelando que Gwen agora é o alvo direto se suas ações, já que o Sequestrador encontrou um meio sobrenatural de retornar!
Ampliando uma mitologia
Scott Derrickson retorna para direção, ampliando o livro escrito por Joe Hill que deu origem ao primeiro longa.
Aqui o diretor não apenas explora os elementos do horror sobrenatural, mas faz de ‘A Hora do Pesadelo’ a sua principal referência para tudo que irá acontecer em tela. Porém esqueça as piadas de um assassino com lâminas nas mãos, pois o que encontramos é corpos dilacerados de crianças das maneiras mais cruéis, e um desejo por vingança.
Com isso, os sustos podem até se tornar mais facilitados, mas a ambientação é o auge para que a direção explore os medos, e os acontecimentos ganhem traços ainda mais obscuros. O acampamento no meio de uma nevasca se torna o local propício para as piores situações, além do contexto religioso que aumenta ainda mais a dicotomia entre bem e mal.
E quando menos esperamos há toda uma sequência que mistura tons de possessão e slasher numa combinação que faria Freddy Krueger ficar orgulhoso. Com direito a corpo sendo cortado enquanto rodopia no ar por algo que para as demais figuras em cena está invisível.
De igual modo, a justificativa para o retorno do Sequestrador ganha ainda mais força, nos convence e causa medo do que agora ele poderá fazer sendo uma espécie de “entidade”. E nesse embate, não apenas o lado das trevas tem sua presença elevada, mas os mocinhos descobrem meios de enfrentar os perigos na mesma altura tornando os confrontos um prato cheio em tela para os fãs de terror.

O pesadelo não tem hora aqui
Finney matou o sequestrador, e Gwen conseguiu, através de seus sonhos ajudar a encontrar onde seu irmão estava. Mas desta vez, a garota vê seus dons ganharem mais força, com isso, servindo de canal para que o assassino, do mundo dos mortos consiga sua vingança.
Assim, a história do segundo longa está pautada nos traumas dos protagonistas, e na forma como lidam com o que aconteceu através de diferentes meios, ao mesmo tempo que explora aspectos que não conhecíamos de suas histórias. E tudo isso regado pela vingança de quem encontrou uma forma de acessar o mundo real mais uma vez para cometer suas atrocidades.
Com isso, corpos voam pelo ar, fantasmas destroçados surgem, uma estética particular nos faz entender o que é sonho, e o que está presente na realidade, tudo atrelado a presença assustadora do Sequestrador que ganha uma nova aparência ainda mais amedrontadora.
A partir desses elementos, a escala de ataques se torna ainda maior, culminando em revelações, corpos espalhados e elementos sobrenaturais que desafiam nossa compreensão, mas a gente só aceita para abraçar a bizarrice, e a certeza de que se a gente não precisava dessa continuação, ela demonstrou sua relevância!

E vale o ingresso?
O Telefone Preto 2 é uma ótima continuação que explora os traumas e pesadelos de forma assustadora, criativa, regada por uma vingança que encontra meios sobrenaturais de acontecer. Tudo isso mesclado a um conceito inventivo, uma direção bem executada e uma figura antagônica que firma ainda mais seu espaço como dos mais cruéis personagens do gênero de terror.
Logo, a dinâmica da força de um personagem, com os dons sobre-humanos de outros entrega mais um capítulo satisfatório em uma obra que surpreendentemente encontrou meios de se tornar franquia.
O Telefone Preto 2 está em cartaz nos cinemas!
- Veja também: Crítica de Eu e Meu Avô Nihonjin
O Telefone Preto 2 é uma ótima continuação que explora os traumas e pesadelos de forma assustadora, criativa, regada por uma vingança que encontra meios sobrenaturais de acontecer.
