Eu e Meu Avô Nihonjin é um lindo longa-metragem nacional que merece ser assistido na telona do cinema
‘Eu e Meu Avô Nihonjin’ é um longa animado brasileiro com roteiro de Rita Catunda e dirigido por Celia Catunda. Baseado no livro “Nihonjin”, de Oscar Nakasato, vencedor do Prêmio Jabuti de 2012.
Fale mais sobre isso
O filme segue Noburo, um garotinho, descendente de japoneses, que precisa fazer um trabalho de escola contando a história de sua família. Ele, então, busca a ajuda de seu avô, seu ditchan, um homem japonês que imigrou para o Brasil no início do século XX. Ditchan é muito calado e reservado, mas começa a abrir sua história para o neto, que descobre um tio que nunca conheceu e começa a se apegar a sua ancestralidade.
Narrativa direcionada de forma exímia
A produção tem pouco mais de uma hora de duração e devo dizer que ela passa voando. Isso se deve ao roteiro bem construído de Rita Catunda, é uma narrativa simples, mas amorosa e muito necessária.
Somos apresentados a personagens com diversos históricos diferentes e, assim, somos colocados em mundos e situações em que não vivemos antes. Entramos de cabeça na cultura japonesa e isso pode causar certa estranheza, por conta dos costumes muitos diferentes dos nossos, mas isso nos transporta diretamente para o filme e o espectador se sente como nosso protagonista.
A direção é delicada e consegue trazer momentos de tensão e alívio de forma muito fluída. A direção de arte e os cenários foram criados a partir das obras de Oscar Oiwa, obras essas que são mostradas durante os créditos do filme. E devo dizer que são belíssimos, a forma como é tudo tão colorido é refrescante e a mescla da animação 2D com 3D chama atenção e fisga o interesse do espectador.

Lições, trabalho sonoro e um gosto de “quero mais”
O elenco de dublagem é fantástico e a sonorização do filme é maravilhosa.
O som é um personagem da película e é muito bem construído, especialmente em momentos onde as memórias se misturam com o presente e é muito bem utilizado nessas cenas de transição de temporalidades, assim como o visual faz um ótimo trabalho nisso. Há uma cena linda, bem no início do filme onde somos apresentados à primeira memória que veremos e a forma com que ela acontece é muito linda.
A história de Noburo e seu Ditchan é muito bem construída, as vezes nos deixando com gostinho de quero mais, e nos deixa com a lição de que o novo tem o que aprender com o velho, assim como o velho tem o que aprender com o novo. Basta estarmos abertos para isso.

E vale o ingresso?
Eu e Meu Avô Nihonjin é um lindo longa-metragem nacional que fala sobre família, ancestralidade e aprendizado. É lindo sonoramente, visualmente e merece ser assistido na telona do cinema.
Eu e Meu Avô Nihonjin está em cartaz nos cinemas!
Eu e Meu Avô Nihonjin é um lindo longa-metragem nacional que fala sobre família, ancestralidade e aprendizado. É lindo sonoramente, visualmente e merece ser assistido na telona do cinema.
