Tron: Ares é um deleite aos olhos, mas tropeça nos mesmos erros dos antecessores!
Estamos no que é considerado o fim do ano no mundo cinematográfico e acredito que todos com uma idade entre 20 e 50 anos ficaram surpresos quando Tron: Ares apareceu com um trailer.
1982, 2010 e 2025 são três datas com uma distância considerável entre elas. É questionável ver o quanto a saga Tron tenta se firmar ao longo dos últimos 43 anos, seja com filmes, animações ou quadrinhos.
Sem mais enrolação, vamos para a Grade!
Sinopse

Em Tron: Ares, um programa altamente sofisticado chamado Ares é enviado do mundo digital para o mundo real, mas o seu tempo de permanência é curto. Logo, em meio a disputa de grandes indústrias da tecnologia, o código que poderá fazer com que o digital fique pare sempre na Terra se torna uma disputa de vida ou morte. Estrelado por Jared Leto, Greta Lee e Evan Peters, o terceiro filme da sequência de Tron marcará o primeiro encontro da humanidade com os inéditos seres de Inteligência Artificial.
A Cronologia da Saga Tron

A saga Tron, com sua rica tapeçaria de mundos digitais e conflitos entre programas e usuários, se estende por filmes, quadrinhos, jogos e animações.
Para uma compreensão completa da Grade, a ordem cronológica recomendada é a seguinte:
- Tron (1982): O filme original que introduziu o público ao universo digital da Grade, onde o programador Kevin Flynn é digitalizado e precisa lutar para retornar ao mundo real.
- Tron: Betrayal (HQ – 1983-1989): Uma história em quadrinhos que preenche a lacuna entre o primeiro filme e Tron: O Legado, explorando os eventos que levaram à criação da nova Grade e ao desaparecimento de Flynn.
- Tron: Evolution (Jogo – 1990-2000): Um jogo que se passa antes dos eventos de Tron: O Legado, aprofundando a história da Grade e os conflitos internos que a moldaram.
- Tron: Uprising (Série Animada – 2012-2013): Uma série animada que se situa entre Tron e Tron: O Legado, focando em um jovem programa chamado Beck, que se torna o líder de uma revolução contra o tirânico Clu.
- Tron: Legacy (2010): A sequência direta do filme original, onde o filho de Kevin Flynn, Sam, entra na Grade em busca de seu pai e descobre um universo digital transformado.
- Tron: The Next Day (Curta – 2011): Um curta-metragem que serve como ponte entre Tron: O Legado e futuros desenvolvimentos da franquia, explorando as consequências dos eventos do segundo filme.
- Tron: Identity (Jogo): Um jogo mais recente que expande o universo de Tron, oferecendo novas perspectivas e narrativas dentro da Grade.
- Tron: Ares (2025): O mais novo capítulo da saga, que promete explorar o encontro entre o mundo digital e o mundo real através do programa Ares.
Pontos Positivos: Brilho Visual e Premissa Intrigante

Com a chegada de Tron: Ares, a expectativa é sempre alta para os fãs da franquia, e o filme não decepciona em um aspecto crucial: os efeitos visuais. É inegável que a produção alcança um patamar de excelência, com um CGI tão bem executado que é difícil, senão impossível, notar qualquer falha.
Cada cena dentro e fora da Grade é um espetáculo à parte, transportando o espectador para um universo digital vibrante e imersivo, onde a estética futurista e a iluminação neon características de Tron são elevadas a um novo nível. A equipe de efeitos especiais merece aplausos por entregar um trabalho que é, sem dúvida, um dos pontos mais fortes do filme.
No que diz respeito à história, o filme apresenta uma premissa interessante que, a princípio, consegue prender a atenção. A jornada de Ares, um programa que transcende as barreiras do mundo digital para o real, oferece um novo ângulo para explorar os temas de identidade, existência e a relação entre criador e criação.
Há momentos de genuína curiosidade e um enredo que te convida a desvendar os mistérios por trás dessa nova interação entre os dois mundos. A narrativa tem potencial para ser cativante e, por um tempo, ela cumpre essa promessa.
Pontos Negativos: Roteiro Errante e Falta de Imersão

No entanto, é nas entrelinhas que Tron: Ares parece tropeçar nos mesmos obstáculos que assombraram seus predecessores. As falhas históricas da franquia Tron, infelizmente, persistem. O roteiro, embora com boas ideias, por vezes se mostra menos imersivo do que o esperado, perdendo-se em subtramas ou desenvolvimentos que não conseguem manter o engajamento do espectador.
Essa falta de imersão pode levar a uma desconexão, onde a vontade de acompanhar a obra diminui à medida que a trama avança. Os erros passados, como a dificuldade em traduzir a grandiosidade visual em uma experiência narrativa igualmente robusta e envolvente, parecem se repetir.
Eu diria que o inicio é curioso, prende dali ao meio do filme, mas ao se aproximar do fim, temos um momento que se assemelha à enrolação, eu diria, e gera uma certa fadiga. O ritmo retoma no fim, consolidando um bom final e diria satisfatório para a maioria.
Tron: Ares está em cartaz nos cinemas!
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Tron: Ares é um deleite para os olhos, um marco em termos de tecnologia visual, mas a experiência completa é, por vezes, prejudicada por um roteiro que não consegue sustentar o mesmo nível de excelência. É um filme que brilha intensamente em sua superfície, mas que ainda busca a profundidade para se tornar uma obra verdadeiramente inesquecível na história do cinema.
