Winx Club: A Magia está de Volta não acerta em nada que se propõem!
A gente não sabe mais se você vai querer ser uma de nós, mas a Netflix finalmente lançou o reboot da animação clássica das fadas mais famosas da cultura pop e o Geek Guia te conta tudo sobre essa novidade!
Contextualizando
Se você não conhece o Clube das Winx, muito provavelmente você não era criança nos anos 2000, mas eu te explico. A animação italiana criada por Iginio Straffi teve seu primeiro episódio lançado em 28 de janeiro de 2004, produzido pela Rainbow SpA. Distribuído majoritariamente pela Nickelodeon, mas acabou se popularizando no Brasil após exibições no SBT e TV Cultura.
Em sua história, conhecemos Bloom, uma adolescente comum que descobre que é uma fada e passa a viver aventuras ao lado de suas amigas, as autointituladas Winx, em uma jornada para descobrir mais sobre si, seu passado e salvar a dimensão mágica dos perigos.
Ainda falando sobre as Winx, o grupo é composto por 6 fadas: Bloom – Fada da Chama do Dragão, Stella – Fada do Sol e Lua, Flora – Fada da Natureza, Aisha/Laila – Fada das Ondas, Musa – Fada da Música e Tecna – Fada da Tecnologia. Servindo looks e transformações icônicas, as fadas fizeram sucesso entre a criançada, sendo lembradas até hoje.
Poderia ser algo bom, mas…
No dia 03 de outubro, após uma série fracassada em live-action, parece que a Netflix não aprendeu a lição e usou seus direitos sobre a franquia para lançar um reboot do desenho animado e, mesmo antes de seu lançamento, a animação vem recebendo diversas críticas. Agora, finalmente podemos dizer que essas críticas tem um bom motivo.
A nova história tem diversas mudanças em relação a obra original, mas mantém o fio principal com Bloom, uma garota da terra, descobrindo ser uma fada e indo viver na Dimensão Mágica para estudar em Alfea e aprender a controlar seus poderes, além de descobrir mais sobre seu passado.
O grande problema é que, mesmo que você não conheça o roteiro original – que foi completamente distorcido, a história não funciona. São 13 episódios com pouquíssima linearidade, plots que não se sustentam, perigos vencidos facilmente e que não geram nenhuma urgência ou receio em quem assiste, além de deixar pontas soltas e questões fundamentais da história sem explicação nenhuma.
As diferenças entre a animação original são muitas, o que não valeria listar aqui, mas elas vão desde detalhes simples como a Flora indo até a terra junto com a Stella trazer a Bloom para Alfea, até coisas mais significativas como a mudança do vilão principal (Valtor vira Vexius) em um irmão inexistente para Bloom. Nenhuma dessas mudanças é positiva ou agrega algo relevante para o enredo, então não fazem nenhum sentido.
Com toda uma história de 26 episódios sendo desenvolvida em apenas 13, muitas coisas precisaram ser cortadas e alteradas pra que a história seguisse, perdendo drasticamente a construção narrativa.
Alguns acertos, mas a Netflix não aprende!
Pra não dizer que tudo que foi mudado é ruim, podemos destacar positivamente a diversidade trazida pela animação em alguns detalhes. Na animação original, os Especialistas (grupo de alunos guerreiros com função de defender Alfea – e namorar as Winx) eram formados exclusivamente por homens, enquanto as fadas e bruxas eram apenas mulheres. Agora, os gêneros não mais definem os papéis nas escolas, trazendo um quentinho ao coração dos meninos que cresceram sonhando em ser fada ou das meninas que só queriam ser um dos especialistas.
Os aspectos técnicos da animação também não ajudam. Começando com o fato explícito do uso de IA trazendo uma qualidade baixíssima a animação, especialmente no que se trata de expressões, fluidez e efeitos especiais, um desrespeito com estúdios e profissionais que fariam um trabalho de muito mais qualidade (não é difícil achar versões no Twitter de artistas reestilizando as fadas e perceber que dava pra ficar bom).
Os visuais se mantem muito aquém da animação original. Vistos de forma isolada, até podem ser um pouco interessantes, mas expressões genéricas de IA e a fluidez de uma pedra fazem com que nada em tela fique exatamente bom. Os looks são fracos, as transformações genéricas e nada encanta ou traz a magia que a versão original tinha.
E vale a pena assisir?
Em uma época que temos animações como Miraculous Ladybug passando por um reboot para nova temporada e dando um show de design e respeito pelos fãs, o reboot de o Clube das Winx – Winx Club: A Magia está de Volta – é uma decepção, assim como a série live-action.
Se você estava na expectativa de reviver a nostalgia da antiga animação, vai se decepcionar completamente. Se você quer uma nova animação, essa não é uma boa opção. Melhor assistir Ladybug (de coração).
Winx Club: A Magia está de Volta está disponível na Netflix!
- Veja também: Primeiras Impressões de Gênio dos Desejos
Em uma época que temos animações como Miraculous Ladybug passando por um reboot para nova temporada e dando um show de design e respeito pelos fãs, o reboot de o Clube das Winx - Winx Club: A Magia está de Volta - é uma decepção, assim como a série live-action.
