A Longa Marcha: Caminhe ou Morra é uma distopia cruel, desesperançosa e ao mesmo tempo magnética!
Para quem viveu o início dos anos de 2010 e tinha o costume de ir ao cinema, encontrou inúmeras distopias que estavam sendo adaptadas de livros de sucesso, tanto de autores contemporâneos, quanto dos mais clássicos como Ray Bradbury. E após alguns sucessos, esse tipo de história ficou um pouco de “lado” nos últimos anos, porém, sempre existe um jeito pessimista de encontrar essa narrativa, ainda mais das mãos de um Mestre do Terror.
Logo, A Longa Marcha: Caminhe ou Morra é uma distopia cruel, desesperançosa e ao mesmo tempo magnética! Quando adentramos essa história, nos vemos no ritmo, nos passos e nas narrativas que vão se desenrolando em tela, e o que poderia ser uma película enfadonha, se torna uma das melhores surpresas do ano no cinema, e um dos longas mais tristes de 2025. E tudo isso fazendo o espectador não tirar os olhos dessa competição onde a única certeza que temos é que a morte estará na linha chegada.
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Todos os anos, 50 jovens são escolhidos para uma competição que irá testas seus limites. Na Longa Marcha, eles deverão caminhar, sem parar, sem descanso, até que reste apenas um. E quem vencer, além de riquezas infinitas, ganhará o direito de fazer um desejo que será atendido. Mas o percurso não é fácil, quem desiste, é eliminado de vez, quem perde o ritmo, recebe advertências, quem se machuca é deixado para trás, e o resultado sempre é o mesmo: A morte!
Um caminho sem esperança
Francis Lawrence, conhecido por dirigir quatro longas da saga Jogos Vorazes, comanda a produção que adapta o primeiro livro de Stephen King, o mestre de terror.
E seguindo as páginas de uma história nada fácil de transpor, o trabalho realizado aqui é exímio. A narrativa não enrola em contextualizar o necessário e logo já nos vemos na estrada ao lado dos jovens que darão suas vidas em prol de uma causa, que para o espectador é totalmente absurda.
Para isso, a trilha sonora ganha tons de tensão, ao mesmo tempo melancólicos no percorrer da história, e isso mesclado a planos que mostram uma paisagem inóspita, que se contrasta com os 50 jovens que caminham em busca de um desejo. É como se os traços de modernidade fossem engolidos por uma falta de esperança que se percebe nas expressões, e também no design de produção.
Desta forma, o diretor intensifica diálogos emotivos, amplia momentos cômicos e em vários momentos nos arranca lágrimas. Quando os protagonistas vão revelando suas camadas, a identificação se torna quase que imediata, nos conectando às histórias e nos fazendo torcer por todos, mesmo sabendo que apenas um ficará em pé.
E se a direção realizada uma ótima adaptação das páginas para tela, os atores entregam sentimentos intensos que nos conectam as narrativas. Logo, David Jonsson e Cooper Hoffman, fazem dos seus McVries e Garraty, figuras críveis, amigáveis, de igual modo capturam nossa empatia e nos destroçam a cada novo quilômetro que alcançam.
Assim, A Longa Marcha: Caminhe ou Morra é uma das melhores surpresas do cinema em 2025!

Você caminharia até a morte por um desejo?
Em uma conversa, McVries e Garraty revelam quais são os seus desejos caso vençam a marcha que poderá os levar a morte. O sentimentos se contrastam, e a amizade se torna mais forte ao passo que eles entendem suas motivações, porém tudo isso logo os faz lembrar que apenas um poderá sair vitorioso ao final.
O grande trunfo, e armadilha, dessa narrativa é nos fazer acreditar que os protagonistas poderão conquistar algo juntos. Contudo, conforme a sequências vão se desdobrando em tela, o público se vê aflito, apreensivo, e assim como os personagens, sem esperança de que algo possa mudar.
Logo, quando você menos espera, alguém com quem você se familiarizou fica pelo caminho, o detestável Major surge fazendo discursos motivadores terríveis que fariam O Primo Rico usar em um livro, e uma mãe se desespera ao ver o filho passando praticamente entregue a morte na sua frente. A gente sente a tensão, a dor e a crueldade nessa atmosfera cinematográfica de aflição.
E tudo isso fazendo o espectador não tirar os olhos dessa competição onde a única certeza que temos é que a morte estará na linha chegada.

E Vale o Ingresso?
A Longa Marcha: Caminhe ou Morra é uma distopia cruel, desesperançosa e ao mesmo tempo magnética! Quando adentramos essa história, nos vemos no ritmo, nos passos e nas narrativas que vão se desenrolando em tela, e o que poderia ser uma película enfadonha, se torna uma das melhores surpresas do ano no cinema, e um dos longas mais tristes de 2025.
E tudo isso fazendo o espectador não tirar os olhos dessa competição onde a única certeza que temos é que a morte estará na linha chegada.
A Longa Marcha: Caminhe ou Morra está em cartaz nos cinemas.
- Veja também: Crítica de O Clube do Crime das Quintas-Feiras
A Longa Marcha: Caminhe ou Morra é uma distopia cruel, desesperançosa e ao mesmo tempo magnética! E tudo isso fazendo o espectador não tirar os olhos dessa competição onde a única certeza que temos é que a morte estará na linha chegada.
