O Agente Secreto será o representante do Brasil a uma vaga no Oscar 2026! Saiba mais!
O Brasil já tem seu representante oficial na corrida pelo Oscar de Melhor Filme Internacional em 2026: o longa-metragem O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho, foi selecionado pela Academia Brasileira de Cinema nesta segunda-feira, 15 de setembro.
A escolha veio após uma semana intensa de articulações e debates nos bastidores do cinema nacional. A disputa final foi marcada por controvérsias, especialmente pela forte campanha em torno do filme Manas, de Marianna Brennand, que chegou a ameaçar o favoritismo de O Agente Secreto. No entanto, prevaleceu a obra que já vinha conquistando reconhecimento internacional.
Ambientado em 1977, durante os anos sombrios da ditadura militar brasileira, O Agente Secreto acompanha Marcelo (interpretado por Wagner Moura), um especialista em tecnologia que retorna ao Recife em busca de paz. O que ele encontra, porém, é uma cidade em ebulição política e social. A trama mistura drama, suspense e crítica histórica, costurando temas como vigilância, memória e identidade nacional
O filme já coleciona prêmios importantes: foi duplamente laureado no Festival de Cannes 2025, com Wagner Moura recebendo o troféu de Melhor Ator e Kleber Mendonça Filho sendo reconhecido como Melhor Diretor. A crítica internacional também se rendeu à produção — veículos como The Guardian e Hollywood Reporter elogiaram sua complexidade narrativa e força visual.
A indicação ao Oscar de Melhor Filme Internacional não garante automaticamente uma vaga entre os finalistas. Cada país pode enviar apenas um título para essa categoria, e a Academia de Hollywood divulgará a lista dos 15 pré-selecionados em 16 de dezembro. Os indicados oficiais serão revelados em 22 de janeiro de 2026, com a cerimônia marcada para 15 de março.
Apesar disso, O Agente Secreto também é cotado para outras categorias, como Melhor Ator, Roteiro Adaptado e até mesmo Melhor Filme. A distribuidora americana Neon será responsável por promover o longa nos Estados Unidos, com o objetivo de garantir visibilidade entre os votantes da Academia.
Além de Manas, outros cinco filmes estavam na disputa pela vaga brasileira: Baby (Marcelo Caetano), Kasa Branca (Luciano Vidigal), O Último Azul (Gabriel Mascaro), Oeste Outra Vez (Erico Rassi) e O Agente Secreto. Embora não tenham sido escolhidos para representar o país na categoria internacional, essas produções ainda podem ser inscritas em outras categorias, como trilha sonora, direção de arte ou atuação — desde que atendam aos critérios da Academia.
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