Wandinha: 2ª Temporada promete muito, entrega pouco e explica o que ninguém perguntou!
A primeira temporada de Wandinha foi um sucesso além do esperado pela Netflix! A história em torno da primogênita da família Addams rendeu a personagem um novo lugar dentro da cultura pop, e obviamente que a renovação da série iria acontecer, mas com uma promessa de ser mais sombria, estranha, e intensa. Só que o problema dessas promessas é justamente sua essência, ficar apenas prometendo, em meio a uma bagunça narrativa.
Deste modo, Wandinha: 2ª Temporada promete muito, entrega pouco e explica o que ninguém perguntou! Se o primeiro ano acerta em mostrar a personagem sendo divergente dentro do seu próprio mundo estranho, aqui tudo precisa ser contextualizado, referenciado, e dito em excesso, transformando a história num emaranhado de arcos que não se encerram de maneira assertiva, sem contar episódios mal dirigidos e atuações que não demonstram acompanhar o que está sendo proposto. Se Wandinha queria ser mais sombria desta vez, ficou apenas na tentativa, e nem mesmo Lady Gaga, e Tim Burton, conseguiram salvar!
Fale Mais Sobre Isso
Wandinha está de volta a Nunca Mais e agora é considerada uma heroína na escola. Mas seus poderes estão descontrolados e após uma visão onde Enid morre, a Addams decide proteger a amiga. E com isso uma nova ameaça surge, deixando um rastro de morte e pistas que vão dos mistérios da escola, ao passado de sua família.
Nem Tim Burton
A segunda temporada de Wandinha tinha muito potencial de ser algo que elevasse a qualidade técnica e narrativa da história, mas apenas se apega ao “novelão” adolescente geração alfa e Z para que a Netflix consiga seus cortes para as redes sociais!
Tim Burton produz e dirige alguns dos episódios desse novo ano, e surpreendentemente não está à frente dos melhores. O diretor sabe o que fazer com sua personagem, mas o roteiro trata de ir acrescentando arcos e informações que em oito episódios foram resolvidos de forma tão abrupta, e sem qualquer cuidado, que em muitos momentos se você focar em outra coisa, acaba perdendo o instante crucial.
E para tentar suprir a falta de apuro narrativo, ‘Wandinha’ vai acrescentando revelações, atrás de revelações, que não surtem o impacto necessário. Há um assassino, e quando desmascarado não há importância. Há um conflito na família, que é resolvido com cenas que duram no máximo três minutos de tela e há um arco final que novamente conecta o passado dos pais, mais uma vez impactante, sendo que na primeira temporada isso já havia sido usado.
Com isso, sobra para Jenna Ortega carregar a série com seu carisma e entrega, justamente pelo fato de nem todos do elenco conseguirem acompanhar sua presença em cena!

Os Addams da nova geração
Sejamos sinceros, essa família Addams da nova geração não chega aos pés daquela apresentada na década de 90 em dois filmes icônicos. Já que aqui tudo é “limpo” demais para figuras que precisam do sombrio os acompanhando de maneira comicamente mórbida.
Tirando Wandinha, nenhum outro membro do clã é tão interessante assim, sendo acompanhados por atuações inexpressivas, comprovadas por exemplo, por Isaac Ordonez. O Feioso da vez não consegue entregar outro tom em cena, a não ser a mesma expressão sem ânimo. E nem mesmo Catherine Zeta-Jones se faz memorável desta vez!
Ou seja, a estranheza dos Addams, a bizarrice, não está visualmente marcante, é apenas dita, citada e explicada de maneira irritante.
Mas para tentar dar a esses personagens o que fazer, vamos novamente a um mistério que ocupa o segundo volume da série (erroneamente dividida pela Netflix) envolvendo a família e o passados dos pais, em compasso a outro membro importante.
E aqui se encontra um desvio gigantesco do que os Addams representam: Tentar dar sentido ao bizarro.
Com isso, a história se ocupa em explicar a origem do Mãozinha, porém ninguém perguntou, ninguém questionou, e tudo isso culmina em uma sequência mal dirigida, atuada e anticlimática! Ou seja, o personagem está no âmbito do grotesco, do desconhecido e isso traz as camadas necessárias para sua existência, mas a necessidade excessiva de contexto para uma geração que não consegue analisar, e focar, uma narrativa por mais de 10 minutos, torna tudo um grande desperdício de história!
Assim, se Wandinha queria ser mais sombria desta vez, ficou apenas na tentativa!

E Vale a pena Assistir?
A segunda temporada de Wandinha tinha muito potencial de ser algo que elevasse a qualidade técnica e narrativa da história, mas apenas se apega ao “novelão” adolescente geração alfa e Z para que a Netflix consiga seus cortes para as redes sociais!
Se o primeiro ano acerta em mostrar a personagem sendo divergente dentro do seu próprio mundo estranho, aqui tudo precisa ser contextualizado, referenciado, e dito em excesso, transformando a história numa emaranhado de arcos que não se encerram de maneira assertiva.
Assim, se Wandinha queria ser mais sombria desta vez, ficou apenas na tentativa!
Wandinha: 2ª Temporada está disponível na Netfglix e a 3ª temporada já foi confirmada!
- Veja também: Crítica de A Noite Sempre Chega
A segunda temporada de Wandinha tinha muito potencial de ser algo que elevasse a qualidade técnica e narrativa da história, mas apenas se apega ao "novelão" adolescente geração alfa e Z para que a Netflix consiga seus cortes para as redes sociais!
