Juntos é um ótimo no body horror e cria ainda mais terror ao falar sobre o que não queremos em relacionamentos!
Se existe um gênero que consegue criar recursos e alegorias para tratar de temáticas reais é o terror. Dos traumas às síndromes, dos transtornos às fobias, o horror consegue transpor isso para tela de forma visceral, assustadora e que consegue conectar o público com a história. E esta é uma daquelas obras que acerta nesses pontos e nos faz assustar por querer tocar onde certamente a gente não quer!
Desta forma, Juntos é um ótimo body horror e ao amedrontar quem assiste, não apenas pelo seu visual, confronta o público sobre os seus relacionamentos, as conexões que são feitas ao longa da vida, e sobre quem acreditamos ser parte importante da nossa jornada. Com isso, adentram momentos grotescos, engraçados, onde o bizarro se torna o fio condutor por uma história acerca de dependência e conformidade. O que leva o espectador a se questionar: “Quem está ao meu lado realmente me faz completo?”, e se você está pensando demais, temos algo pra te contar…
Fale Mais Sobre Isso
Tim e Millie são um casal que não está no melhor momento de sua relação. E como se não bastasse, ao mudarem para uma casa longe de todos os amigos, tudo tende a piorar. Após uma trilha que dá errado, eles encontram uma capela antiga, soterrada em uma caverna, e partir de então, a relação dos dois tendem a ficar mais próxima, mas não do jeito que eles queriam. E essa dependência forçada os levará ao limite de suas mentes, e corpos entrelaçados.
A conexão dos corpos
Michael Shanks comanda o longa criando uma atmosfera de tensão, que consegue ter espaço para momentos até engraçados nessa história que desde o começo prepara o público para o bizarro.
E antes de continuar é preciso dizer que este não é o “Novo A Substância”, pois apesar dos elementos de body horror, as temáticas são completamente distintas.
Dito isso, a direção se empenha para nos trazer pelo mistério, enigmas e por uma dinâmica de casal que consegue nos irritar, deixar triste, nos fazer rir, e novamente testar a nossa paciência com dois personagens que são insuportáveis, dentro de suas questões individuais, que quando unidas deixam as sequências de horror corporal ainda mais críveis.
Assim, o diretor entrega visceralidade, bizarrice e o grotesco de forma exímia. Principalmente quando os corpos vão se conectando nos fazendo virar o rosto em alguns momentos, ao mesmo tempo que nos deixa ainda mais ansiosos pelo o que está por vir em tela.
Obviamente a dinâmica de Alison Brie e Dave Franco deixa tudo ainda mais palpável e familiar, pelo bem ou pelo mal que o casal demonstra. Tim e Millie possuem problemas, não dialogam sobre tal, apenas aceitam o que acontece, e quando tudo se torna horror, os questionamentos e a aceitação do caos tornam a narrativa ainda mais atrativa.

Quem te faz completo?
Tim e Millie caem em uma caverna e lá encontram uma espécie de capela, que aparentemente pertencia a uma seita. A partir desse momento, ambos começam a sentir que precisam estar cada vez mais conectados, mas isso pode tornar suas vidas, e corpos, um só de uma forma inesperada.
Este é um filme sobre relações. E o quanto muitas vezes a conformidade leva a escolhas que não condizem com o que realmente se pretende na vida. Como mudar para o interior e morar em uma casa remota, isolada de todos. Ou quando ainda se insiste em um sonho adolescente, sem qualquer perspectiva de que isso realmente irá dar certo. Com isso, a relação se perde, o desejo se esvai e nem mesmo o sexo acontece!
Por isso, cabe os elementos de terror conectar o que é devido, entrelaçar o cerne e fazer o espectador não apenas assustar com o bizarro, mas com a familiaridade que o discurso pode causar em quem assiste! E sim, se hoje você está em um relacionamento, ou já esteve, parte do discurso vai lhe fazer questionar coisas ditas, ou não, ao longo da vida!
E no fim das contas entendemos três coisas: Não faça trilhas! Não vá para uma casa remota no meio da floresta e tome cuidado com quem você considera ser o grande amor da sua vida. Pois apesar das alegorias da vida presentes, aqui sempre vai prevalecer algo ainda maior: O terror! Que pode estar materializado em quem está ao seu lado!

E Vale o Ingresso?
Juntos é um ótimo body horror e ao amedrontar quem assiste, não apenas pelo seu visual, confronta o público sobre os seus relacionamentos, as conexões que são feitas ao longa da vida, e sobre quem acreditamos ser parte importante da nossa jornada.
Com isso, adentram momentos grotescos, engraçados, onde o bizarro se torna o fio condutor por uma história acerca de dependência e conformidade. O que leva o espectador a se questionar: “Quem está ao meu lado realmente me faz completo?”, e se você está pensando demais, temos algo pra te contar…
Juntos está em cartaz nos cinemas!
- Veja também: Crítica de Amores Materialistas
Juntos é um ótimo body horror e ao amedrontar quem assiste, não apenas pelo seu visual, confronta o público sobre os seus relacionamentos, as conexões que são feitas ao longa da vida, e sobre quem acreditamos ser parte importante da nossa jornada.
