Montando a Banda traz uma nova proposta de reality musical que se apoia em uma característica tão amada pelo público: Os grupos musicais.
Como funciona: 50 artistas são mantidos em cabines isoladas e, um a um, vão se apresentar às cegas. Os outros participantes escutam a apresentação de suas apresentações e decidem se teriam ou não aquele artista em sua banda. Para que o cantor avance para a etapa de formação das bandas, ele precisa conseguir pelo menos 5 pessoas que o queiram na banda, o problema é que cada participante só pode escolher 10 vozes, obrigando os participantes a escolher com sabedoria e estratégia.
Apresentado por AJ McLean, desde o início temos a informação de que serão montadas apenas 6 bandas, com 3 a 5 integrantes no máximo. Com as bandas montadas, os grupos recebem agora a orientação Nicole Scherzinger e, durante as apresentações (agora eliminatórias), temos os jurados convidados Liam Payne e Kelly Rowland.
Entendendo a mecânica, as apresentações e as bandas
Assim como outros realitys musicais, a primeira fase de apresentações é definitivamente a mais interessante. Toda a proposta dos cantores escutando uns aos outros e decidindo às cegas suas próprias bandas cria uma dinâmica interessante com a premissa de criar um grupo sem levar em consideração a aparência, mas na prática isso não fazia tanta diferença porque o casting foi feito apenas com pessoas lindas.
A mecânica de funcionamento se mostra um pouco falha quando não existe exatamente um critério para que as bandas se formem, então acaba sendo uma corrida de quem se junta primeiro. Tirando esses detalhes mais técnicos, o programa flui de forma muito interessante.
Após as bandas serem formadas, os grupos passam a morar em apartamentos no mesmo prédio, aumentando a convivência entre si e gerando momentos que testam as relações como banda. Apesar de não se aprofundar nessas questões de convivência, isso gera algumas situações interessantes.
A cada semana, os grupos precisam se apresentar e é muito bacana ver o desenvolvimento de cada banda. Muito mais do que bons vocais, os integrantes precisam ter o que se mostra como o mais difícil: a química entre si. Não adianta um rostinho bonito, uma boa voz e um gingado ritmado, se isso não funciona de forma coletiva fica EXPLÍCITO no palco.
Apesar de acelerado, o show se desenvolve sem firulas e tudo finaliza em 10 episódios. Quase deixa a gente com um gostinho de quero mais, mas qualquer coisa além disso seria muita enrolação, então não tem necessidade de queixas.

A partir de agora, eu vou soltar alguns spoilers, então esteja avisado.
As bandas foram montadas a partir da estratégia de cada um dos participantes. Alguns queriam vozes que harmonizassem bem com a própria voz, outros queria uma banda exclusivamente de homens ou mulheres. A partir disso, temos 6 bandas formadas:
- SZN4: A primeira banda a ser formada (e uma das mais promissoras) é o único grupo misto (homens e mulheres) da competição. Apesar de ser escrito como sigla, a pronúncia Season Four, trazendo um trocadilho com as quatro estações, além do verbo “temperar” em inglês. O grupo composto de dois homens e duas mulheres definitivamente começou como um dos mais fortes na competição, especialmente por um pequeno detalhe: a forma como eles se destacam do restante. Durante toda a competição, o principal comentário que eles escutavam era de como uma gravadora nunca os colocaria juntos (exclusivamente pela suas aparências fora do padrão, o que eu acho na verdade meio mesquinho) mas que eles funcionam muito bem em conjunto.
- Midnight ‘Til Morning: A boyband em si tinha potencial com sua versão fiukizada do Harry Styles, mas se perderam completamente por sabotagem do próprio. Após se envolver romanticamente com a integrante de outra banda, os garotos perdem a união e o foco tão necessários para que o grupo desse certo. Apesar de ter ficado completamente agoniado e irritado com a situação toda, mas pelo menos serviu pra trazer um pouco mais de emoção ao programa, dando a sensação de reality show, não apenas apresentações musicais.
- Siren Society: O girlband dessas aqui tinha um sonho e uma coragem de apertar o botão antes dos outros competidores. Sendo esteticamente interessantes, tendo vozes individualmente fortes e capacidade de dançar, o grupo acabava não sendo completamente descartável, mas comparadas aos outros 5, definitivamente ficaram para trás. Talvez com mais tempo de programa elas pudessem ter tido um aproveitamento/evolução maior, mas infelizmente não tiveram.
- Sweet Seduction: O girl group chega como um trio de vozes definitivamente poderosas. Inclusive uma das meninas pra mim é a vocalista mais forte da temporada (e se você assistiu, você exatamente quem é) mas o grupo se perde completamente devido a uma integrante completamente mandona e autocentrada que se acha dona da banda. Isso causa rachaduras entre as integrantes que são vistas com facilidade em cima do palco.
- Soulidified: Mais uma boyband, mas dessa vez, com tudo que a anterior sonhava em ser. Lindos, talentosos, dispostos a dar o seu melhor e, principalmente, um entrosamento gigante entre si. É engraçado porque não paramos pra pensar o quanto isso é importante numa banda, mas eles simplesmente têm. Apesar do deslize com o nome ao final do programa (eu particularmente prefiro o apelido Cookies and Cream), eles se mantiveram em uma constante escalada de evolução.
- 3Quency: Por último, mas definitivamente não menos importante, temos o trio que conquistou o coração da audiência. Elas são (ou pelo menos se tornaram) o pacote completo. Mesmo não sendo minhas favoritas no início da competição, o trio já trazia uma aura de artistas que GRITAVA.
Mas o melhor de tudo é poder acompanhar a evolução delas. Desde os ensaios que levavam a perda de voz até os momentos sentimentais compartilhados juntos, construíram o que se mostrou um verdadeiro exemplo de banda pronta pro mercado.

E Vale a Pena Assistir?
No geral, Montando a Banda ajuda a trazer à tona algo que quem não é tão próximo do k-pop está carente: os grupos musicais.
Ao trazer isso com um time de profissionais tão capacitados (tanto os jurados quando os coaches técnicos responsáveis pela preparação dos grupos) temos um resultado completamente satisfatório, que nos faz querer consumir ainda mais dessas novas bandas emergindo. Montando a Banda é um grande acerto da Netflix e eu mal posso esperar pela próxima temporada.
- Veja também: Crítica de Amores Materialistas
Montando a Banda traz uma nova proposta de reality musical que se apoia em uma característica tão amada pelo público: Os grupos musicais.

1 comentário
Eu amei! E passou muito rápido! Pra quem gosta dava pra assistir um episódio atrás do outro, sem ficar chato! Tomara que tenha uma segunda temporada! Quem sabe agora com o Justin Timberlake! Kkkk…