Jurassic World – Recomeço está mais para extinção da franquia do que reinício!
Jurassic World veio com uma proposta de revitalizar, e apresentar para uma nova geração o que Jurassic Park foi! E sim, o primeiro longa da nova trilogia funciona, o segundo tem seus deslizes e consegue entreter, mas o terceiro, ‘Domínio’, apoiado numa nostalgia incoerente, é quase insulto a saga! E agora, temos um reinício! Do quê? Ainda estamos procurando.
Desta forma, ‘Jurassic World: Recomeço’ está mais para extinção da franquia do que reinício! A trama que busca ser independente dos fatos principais das duas trilogias anteriores, cai nos mesmos erros dos dois últimos filmes lançados: Protagonistas que não nos importamos e a repetição de plots que não dizem a que vieram. O resultado é tão vergonhoso que até mesmo o nome de Steven Spielberg demora a aparecer nos créditos finais!
Fale Mais Sobre Isso
Cinco anos após os eventos de Jurassic World: Domínio, a ecologia do planeta se mostrou amplamente inóspita para os dinossauros. Os poucos animais sobreviventes vivem em ambientes equatoriais isolados, onde o clima se assemelha ao que permitiu sua prosperidade no passado. Dentro dessa biosfera tropical, as três criaturas mais colossais detêm a chave para a criação de um medicamento com potencial para salvar inúmeras vidas humanas, fazendo com que uma equipe vá até eles, mesmo sabendo do perigo.
Um mais do mesmo
Dirigido por Gareth Edwards (Star Wars: Rogue One, Godzilla de 2014), este é um daqueles filmes que busca ser independente dentro de um universo que já consolidou vários elementos, e acaba apenas repetindo o que conhecemos.
Obviamente a direção consegue criar boas sequências de ação, principalmente no mar, antes da chegada na ilha da história. Sim, mais uma ilha. Sim, mais um espaço servindo de experimentos com dinossauros. Sim, mais uma equipe e civis indo para o perigo.
O ponto essencial aqui é que não há personalidade, identidade ou qualquer justificativa para alguns acontecimentos. Nitidamente o novo longa da franquia não foi elaborado para o apelo nostálgico, ou continuidade de uma história interessante, é apenas para que os direitos continuem com um estúdio e possa lucrar no período de férias.
Mas nada disso se sustenta quando temos um CGI mal empregado que tentam compensar com a trilha sonora clássica de Jurassic Park. Uma jogada de mestre, se não fosse pelos dinossauros feitos com os gráficos de Playstation 2. Da mesma forma, a tal grande ameaça, e surpresa, que seria o tal D-Rex aparece por menos de 10 minutos, resolve apenas um ponto insuportável da narrativa, e segue sua vida pela ilha.
“Explicações, conceitos? Não temos, mas olha, temos um dinossauro mutante!” Parabéns para quem pensou nisso!
Logo somos “presenteados” com uma Scarlett Johansson que esqueceu como se atua, um Jonathan Bailey que emula todos os paleontólogos que já surgiram numa franquia sem qualquer traço de personalidade, e o Mahershala? Ali! Sem contar todos os atores que compõem a família perdida que você só deseja que os dinossauros façam o que sabem!
Assim, Jurassic World: Recomeço está mais evocando um meteoro para franquia do que um reinício!

Se a vida encontra um meio, os roteiristas não!
Falando desta forma, esse parece o pior filme da franquia, mas não! Pois ainda existe Jurassic World: Domínio.
O grande problema presente nessa questão é que o tal ‘Recomeço’ não surge ou possui uma carga para que aconteça.
Justamente pelo fato da narrativa resolver o “problema dos dinossauros” com apenas uma fala. Justifica alguma coisa? Para quem está em busca apenas de ver dinossauros, sim. Agora, para os olhares mais atentos, soa como um recurso preguiçoso.
Da mesma forma que Zora e Duncan, amigos que possuem seus próprios dilemas e conflitos, nunca têm esses pontos realmente desenvolvidos, gerando diálogos que beiram o exagero. Levando também a mudança repentina de atitude da protagonista após a fala do paleontólogo bonitão. Sem contar que a personagem de Johansson é apresentada quase como uma Sarah Connor dos dinossauros, e nunca isso é visto de fato.
Ou seja, para quem espera ver dinossauros em tela, eles estão lá, com acabamento duvidoso, porém estão. Para quem espera uma boa história, a trilogia original tem mais a oferecer. E para quem espera bons personagens, Jurassic Park de 1993 está disponível no Prime Video.

E vale o ingresso?
‘Jurassic World: Recomeço’ está mais para extinção da franquia do que reinício!
A trama que busca ser independente dos fatos principais das duas trilogias anteriores, cai nos mesmos erros dos dois últimos filmes lançados: Protagonistas que não nos importamos e a repetição de plots que não dizem a que vieram.
O resultado é tão vergonhoso que até mesmo o nome de Steven Spielberg demora a aparecer nos créditos finais!
‘Jurassic World: Recomeço’ está em cartaz nos cinemas!
- Veja também: Crítica de Extermínio – A Evolução
'Jurassic World: Recomeço' está mais para extinção da franquia do que reinício! A trama que busca ser independente dos fatos principais das duas trilogias anteriores, cai nos mesmos erros dos dois últimos filmes lançados: Protagonistas que não nos importamos e a repetição de plots que não dizem a que vieram.
