Extermínio – A Evolução transita entre o drama do amadurecimento e a beleza do fim.
A franquia Extermínio, iniciada em 2002, utilizou do subgênero de zumbis para construir sua própria narrativa, através de elementos que foram emulados ao longo dos anos por outras obras. E com a onda de retomada de histórias que marcaram ao cinema, em algum momento a saga retornaria para as telas. Enfim, chegamos a este momento!
Logo, ‘Extermínio – A Evolução’ transita entre o drama do amadurecimento e a beleza do fim, para estabelecer uma história que emociona, choca e surpreende nas mesmas proporções. E por mais que pareça repetir uma narrativa já conhecida em outras mídias, a produção novamente segue pelo seu estilo, criatividade e personalidade, ditando um tom assertivo, apesar dos cinco minutos finais. Com isso, o retorno da franquia se justifica, pelo simples fato de saber como ser aterradora com sua atmosfera, na mesma proporção pode levar os espectador as lágrimas.
Fale Mais Sobre Isso
30 anos após a epidemia que infectou boa parte do Reino Unido, um grupo de pessoas vive isolado em uma ilha que possui apenas uma conexão com o continente. Contudo, quando um pai e um filho precisam passar por um “ritual” de amadurecimento, o jovem começa a entender os perigos, os mistérios e a verdadeira face da morte, e da perda de um mundo em caos.
A beleza do fim
Danny Boyle comanda a produção, retornando a saga que ele deu início.
O diretor então mescla o que foi construído anteriormente, com um novo ponto de vista dessa história que agora, 30 anos depois, possui novas camadas.
O foco aqui não se encontra na ação, mas quando acontece, a atmosfera de perigo e medo consegue ser palpável. Da mesma forma, a direção consegue chocar ao ser visceral com seus ataques de infectados, igualmente com as figuras zumbis que surgem pelo caminho.
Para isso, a câmera transita pelos espaços, campos abertos, florestas, de um jeito dinâmico, ágil e que consegue deixar o espectador preso ao que ocorre sem desviar o olhar.
E mesmo sabendo como construir esse ambiente aterrorizante, Boyle nos surpreende aos nos conduzir por uma narrativa que emociona, e assusta, na mesma proporção, conquistando ainda mais quem assiste.
O único problema se encontra em seus minutos finais, que exagera ao explicar algo que inicialmente parecia importante, mas que perde força em comparação a profundidade apresentada na jornada dos protagonistas. Contudo isso não atrapalha, tão pouco remove o quão bem desenvolvido é o longa.

A Jornada do amadurecimento
Spike precisa passar pelo “ritual” de amadurecimento da sociedade em que vive. Ele deve matar infectados e entender o quão sem importância a morte daqueles seres se torna em prol da salvação de quem se ama. Mas tudo muda quando verdades surgem e a busca pelo bem do outro se torna uma jornada de amadurecimento.
Sim, este não é apenas um “filme de zumbis”!
O roteiro se encarrega de apresentar uma construção que transita entre o drama do amadurecimento e a beleza do fim, quando se sai de onde é estabelecido como o único local seguro. Logo, não apenas a autonomia pela sobrevivência ganha novas camadas, mas aceitação da morte estabelece uma linha de crescimento tão exímia, que causaria inveja em produções que apenas tentam pontuar tais elementos.
Assim, ‘Extermínio’ justifica seu retorno ao acrescentar mais elementos em sua mitologia e nos demonstra que é possível emocionar em meio a carnificina do caos.

E vale o ingresso?
‘Extermínio – A Evolução’ transita entre o drama do amadurecimento e a beleza do fim, para estabelecer uma história que emociona, choca e surpreende nas mesmas proporções. E por mais que pareça repetir uma narrativa já conhecida em outras mídias, a produção novamente segue pelo seu estilo, criatividade e personalidade, ditando um tom assertivo, apesar dos cinco minutos finais.
Com isso, o retorno da franquia se justifica, pelo simples fato de saber como ser aterradora com sua atmosfera, na mesma proporção pode levar os espectador as lágrimas.
‘Extermínio – A Evolução’ está em cartaz no Cine A
'Extermínio - A Evolução' transita entre o drama do amadurecimento e a beleza do fim, para estabelecer uma história que emociona, choca e surpreende nas mesmas proporções.
