Missão: Impossível – O Acerto Final acerta e erra na mesma proporção desse possível final
Missão: Impossível – Acerto de Contas Parte 2, ops, Missão: Impossível – O Acerto Final é a mais nova adição a franquia de ‘Missão: Impossível’ e continuação direta ao filme de 2023, Missão: Impossível – Acerto de Contas (Parte 1).
É também o oitavo e, teoricamente, último filme da franquia, apesar de que na Premiere do filme em Cannes, diretor e estrela da película não mencionaram isso, dando a entender que existe a vontade de que a franquia continue por mais algum tempo.
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O filme continua de onde o anterior parou, a Entidade tomou conta de toda a rede e a equipe de Ethan Hunt tem que correr para impedir que ela libere os armamentos nucleares das nações, dando fim ao planeta terra.
Tenho que começar esse texto dizendo que sou uma grande fã da franquia, apesar de tê-la conhecido muitos anos depois do lançamento do primeiro, me apaixonei desde o momento em que assisti. Portanto, falarei dos pontos fracos, erros e acertos do filme, mas minha nota será alta porque gosto muito da franquia e de todos os filmes.
Honrando o que já foi feito
Missão: Impossível – O Acerto Final é uma grande carta de amor a todos os sete filmes que vieram antes dele e isso é uma coisa boa e ruim ao mesmo tempo.
A primeira hora de filme é recheada de montagens com cenas dos filmes anteriores e isso faz com que seja uma hora chata, longa, mal montada e um pouco feia, devo dizer. Feia no sentido estético da questão, é uma hora com muita exposição e cenas dos filmes anteriores são sobrepostas a esses momentos de exposição, talvez para relembrar aos que já assistiram aos filmes há algum tempo e também para inteirar aos que nunca os viram na vida.
Isso pode ser um ponto positivo para alguns: você nunca precisa ter assistido a um filme de Missão Impossível para ver e entender esse oitavo filme. Porém, os momentos de exposição e montagem são tantos que, um momento que deveria ser muito emotivo no primeiro ato do filme, acaba passando de maneira blasé.
Existe o retorno de personagens e enredos de outros filmes que vieram antes e um desses retornos é feito de maneira sensacional, porém não tem um desfecho, o que senti falta nos últimos minutos do filme. O maior acerto, e aqui digo de toda a franquia, é a parceria entre Tom Cruise e Christopher McQuarrie, que comanda a direção dos filmes desde Nação Secreta de 2015 e deu fim a rotatividade de diretores na franquia.
Os dois parecem se entender muito bem e tem uma visão muito clara de onde querem que a produção vá, além de trabalharem muito para criarem sequências mirabolantes e repletas de ação que Cruise ama. E aqui não é exceção, existem dois momentos do filme que são muito bem filmados e trazem uma sensação de agonia ao espectador. Uma delas é a perseguição de avião muito divulgada nos trailers e materiais promocionais do filme.

Entre erros e acertos, há um Tom Cruise fazendo o impossível
Outra marca muito forte da franquia é mostrar cenas que estão no filme durante seu início e isso funcionou bem, até aqui. Nesta oitavo produção, essa utilização é falha, repetitiva e atrapalha muito o aproveitamento do espectador ao assistir pois ele já sabe como cenas terminarão e isso tira um pouco, ou talvez muito, da tensão de cenas que nos deixam na beira do assento, como uma dessas que mencionei anteriormente.
Acho que o maior erro do filme está em seu antagonista ou, melhor falando, na falta dele. A Entidade é uma inteligência artificial, então, não existe uma representação física dela e isso causa um certo incômodo, ainda mais se formos pensar em antagonistas dos filmes passados que são icônicos e tem uma presença muito forte.
Na primeira parte dessa estória, temos Gabriel como “capacho” da Entidade, já nesse filme, ele é meio deixado de lado e tem um propósito diferente, ainda assim, ele não tem o carisma nem presença que os antagonistas anteriores tinham. O roteiro também deixa um pouco a desejar, contando com momentos extensos de exposição, como mencionado anteriormente.
Os maiores acertos do filme são definitivamente o elenco. Tom Cruise brilha como Ethan Hunt, como sempre, e seu empenho em performar suas cenas de ação e fazê-las de forma prática, deixam o filme muito mais interessante e palpável. Ving Rhames e Simon Pegg retornam como Luther e Benji e continuam entregando carisma e emoção, Ving Rhames tem um monólogo muito bonito no filme.
Angela Bassett não preciso nem falar né, pode fazer sua campanha para presidente. Hayley Atwell foi uma nova adição do filme anterior e segue entregando bastante carisma e presença em tela. Pom Klementieff também entrega momentos engraçados e emotivos e é um deleite assisti-la. Rolf Saxon e Lucy Tulugarjuk são, provavelmente, minha parte favorita do filme, se você não reconhece o nome do ator, não pesquise antes de assistir ao filme, foi uma surpresa muito bem-vinda para mim que não sabia que ele estaria aqui. Porém, devo dizer que Rebecca Ferguson faz falta.

E Vale o Ingresso?
No geral, apesar de uma primeira hora bem arrastada e caricata, não de forma boa, Missão: Impossível – O Acerto Final é um filme cheio de referências para os fãs da franquia e momentos de deleite visual para os que estão chegando agora.
Ao mesmo tempo, possui diversas sequências de ação já esperadas e que superam expectativas e momentos emotivos que deixam os olhos cheio d’água. É uma ótima finalização para a franquia de 1996, mas espero que ainda tenhamos mais produções dessa franquia e acho que Cruise e McQuarrie também tem esse desejo!
Missão: Impossível – O Acerto Final estreia nesta quinta-feira (22/05) no Cine A
- Veja também: Crítica de Premonição 6 – Laços de Sangue
No geral, apesar de uma primeira hora bem arrastada e caricata, não de forma boa, Missão: Impossível - O Acerto Final é um filme cheio de referências para os fãs da franquia e momentos de deleite visual para os que estão chegando agora.
Ao mesmo tempo, possui diversas sequências de ação já esperadas e que superam expectativas e momentos emotivos que deixam os olhos cheio d’água.
