TRON: Ares é, definitivamente, uma ideia boa, que poderia ter sido executada de maneira muito melhor.
TRON: Ares é a mais nova adição à franquia TRON, iniciada em 1982 com o filme de mesmo nome dirigido por Steven Lisberger e, finalmente, se encontra nos cinemas depois de 15 anos de desenvolvimento.
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TRON: Ares é uma sequência direta a seus antecessores e nos apresenta a história de Ares (Jared Leto), um programa criado por Julian Dillinger (Evan Peters) para proteger o mundo digital de sua empresa e que é trazido para o mundo real para lidar com as consequências do trabalho sujo de seu criador em sua busca de roubar o código de permanência de Kevin Flynn (Jeff Bridges), descoberto por Eve Kim (Greta Lee), CEO da ENCOM.
Contextualizando o novo TRON
Particularmente, sou muito fã da franquia, especialmente de TRON: O Legado, lançado em 2010 e dirigido por Joseph Kosinski, e estava, desde então, esperando o lançamento da sequência que a Disney aprovou para iniciar as gravações em 2015.
A continuação daria prosseguimento à história de Sam Flynn (Garrett Hedlund) e traria de volta o diretor e Olivia Wilde também reprisaria seu papel como Quorra. Porém, no mesmo ano em que as gravações iriam começar, a Disney cancelou o projeto e, só em 2017, informações foram divulgadas de que um terceiro filme da franquia ainda estava em desenvolvimento e seria estrelado por Jared Leto, o que foi confirmado em 2020, reafirmado em 2022 e, agora, lançado em 2025.
O elenco de TRON: Ares traz nomes conhecidíssimos da indústria e todos estão entregando bons trabalhos na produção. Jodie Turner-Smith interpreta Athena, a segunda em comando no mundo digital de Julian Dillinger e ela entende muito bem seu papel como Programa. Gillian Anderson tem um papel curto, mas muito importante como Elisabeth Dillinger, mãe de Julian e neta de Ed Dillinger (David Warner), antagonista do primeiro filme da franquia. Jeff Bridges retorna como Kevin Flynn e tem uma participação curta, mas esperada de seu personagem. Cameron Monaghan interpreta um programa chamado Caius e tem, talvez, trinta segundos de tela. Arturo Castro aparece como Seth Flores, o amigo e colega de trabalho de Eve, e é o nosso alívio cômico da película. Seu humor funciona muito bem aqui e tira boas risadas do espectador.
Agora, falando de nossos três personagens principais. Evan Peters é um bom vilão e é odiável na pele de Julian Dillinger, nosso vilão da vez. Jared Leto entrega um Ares decente porém, sinto que falta desenvolvimento no personagem para ele fazer as escolhas que faz durante o filme e falta carisma. Greta Lee é, definitivamente, o coração do filme. Sua Eve Kim é emotiva, forte, inteligente e te deixa querendo mais de sua personagem.

Bom visual, mas a direção…
Os visuais do filme seguem o que TRON: O Legado fez, agora com mais ênfase na cor vermelha e nos trazem cenas interessantes com algumas cenas em uma realidade mais antiga. Mas, para um filme que se passa, majoritariamente, no mundo real, falta um pouco mais de cuidado com a construção desse mundo. A trilha sonora também segue o estilo já esperado da franquia porém, aqui, não funcionou muito pra mim. Muitas vezes me peguei pensando que estava assistindo um videoclipe de duas horas de duração. A direção é boa e tem momentos muito interessantes visualmente.
O que peca mais pra mim é o roteiro. Falta desenvolvimento de personagem para o Programa Ares e a trama é muito repetitiva, indo de um lugar a outro e voltando e indo de novo e de novo e de novo. Sei que era o propósito do filme, mas sinto que ele se passa muito no mundo real e não no mundo digital que tanto esperamos de TRON.

E Vale a pena assistir?
TRON: Ares é um bom filme, diverte e entretem, mas não acho que tenha sido a melhor escolha de como continuar a franquia. Definitivamente é uma ideia boa, que poderia ter sido executada de maneira muito melhor.
TRON: Ares está em cartaz nos cinemas!
- Veja também: Tron: Ares Crítica 1
TRON: Ares é um bom filme, diverte e entretem, mas não acho que tenha sido a melhor escolha de como continuar a franquia. Definitivamente é uma ideia boa, que poderia ter sido executada de maneira muito melhor.
