Stranger Things 5 entrega uma temporada irregular, mas ainda assim consegue mexer com os sentimentos de quem acompanhou toda essa história!
Quando lançada em 2016, Stranger Things se tornou um verdadeiro marco do streaming colocando a Netflix no topo dos serviços e estabelecendo uma narrativa que viria ser emulada ao longo dos anos. Conforme as temporadas foram sendo lançadas, altos e baixos no enredo acompanharam os espectadores até chegarmos ao momento decisivo, ao final dessa aventura que cativou, estabeleceu e conduziu uma leva de espectadores pela nostalgia, referências e por tudo o que aquele grupo de amigos foi capaz de fazer.
Desta forma, Stranger Things 5 entrega uma última temporada irregular, mas ainda assim que consegue mexer com os sentimentos de quem acompanhou toda essa história. Ao longo dos oito episódios, divididos em três volumes, fomos por altos e baixos narrativos, situações absurdas e algumas sem risco algum, beirando uma certa enrolação com o seu público. Porém, algo que os Irmãos Duffer sempre realizaram é o ato de mexer com nossos sentimentos, e ao final, entregam aquela emoção da primeira temporada, nos lembrando o porquê de Stranger Things ser tão importante para cultura pop!
Fale Mais Sobre Isso
A batalha final contra o Vecna se aproxima! Ambos os lados se organizam para aquilo que será decisivo pelo destino não só de Hawkins, mas do mundo todo. Eleven e seus amigos agora precisam correr contra o tempo para entender o que o algoz do Mundo Invertido pretende, ao mesmo tempo que novas forças contrárias surgem para impedi-los, os elevando além do que eles podiam imaginar!
Volume 1
Os irmãos Duffer, Frank Darabont e Shawn Levy comando os episódios nesta temporada final. E no primeiro volume percebemos que a história entende o senso de urgência, mas até certo ponto.
Os quatro primeiros episódios nos jogam direto para a ação, com as incursões do grupo de amigos ao Mundo Invertido, o início do entendimento do plano do Vecna e um destaque para os dilemas de Will, e Eleven.
Com isso, a série vai nos conquistando e demonstrando que ainda tem fôlego para nos surpreender, colocando boas sequências de ação diante dos espectadores, revelando novos plots, até mesmo dando situações maiores para personagens que apenas tínhamos visto de relance.
O grande problema aqui está em colocar em xeque certas figuras, porém nunca exercer um sentimento real de perda, ou consequência para o grupo. Até mesmo para Hawkins, já que se puxarmos da memória a forma como a cidade se encontrou ao final da temporada 4, o que vemos no início deste ano, não é nem um pouco o que nos foi prometido.
Dito isso, os irmãos Duffer então buscam desviar nosso olhar para outros pontos, principalmente o embate de Will com Vecna, algo que se converte em uma das melhores sequências de ação da série como um todo. De igual modo, procuram resolver pontas soltas, como Kali da 2ª temporada que ressurge (Apesar de outros personagens nem sequer sejam citados de anos anteriores), e começam o trabalho de nos esclarecer mais sobre o plano do vilão principal da história.
Sim, o volume 1 de Stranger Things 5 nos empolga totalmente!

Volume 2
Se os quatro episódios iniciais de Stranger Things 5 nos deixaram com a “energia lá em cima”, os três que seguem são praticamente um balde de água fria para as nossas expectativas.
Os planos aqui continuam sendo elaborados, ações não dão certo e finalmente entendemos o que o Vecna pretende, e de que forma ele irá executar o seu grande feito.
O grande problema aqui está em como esses fatos são contados. Explicações excessivas e repetitivas tomam conta da tela de uma maneira didática e irritante. Se um personagem quer enfatizar o que viveu, temos uma repetição da cena que já vimos. E isso acontece no mínimo quatro vezes ao longo de um único episódio. Sem contar que situações que havíamos que pensado estar resolvidas se repetem, colocam figuras em perigo e não, não acontece nada que realmente venha justificar tudo o que foi construído.
Além disso, as atuações caem de qualidade de maneira gritante. Emoções não transparecem, falas são ditas sem sentimentos e diálogos que deveriam mexer com o público se tornam mais aleatórios do que qualquer coisa.
Lógico que alguns momentos conseguem “salvar” esse segundo volume, como a resolução entre Nancy e Jonathan, que por mais que o ambiente não favorecesse aquilo, ainda assim faz sentido para os personagens, e o momento do Will sendo sincero sobre ser quem é com os amigos. Tocante, importante, representativo, porém que se encaixaria muito mais no volume um, o que daria muito mais ênfase e força para os acontecimentos do seu personagem.
Logo, o volume 2 não consegue sustentar os feitos realizados anteriormente, retrocede na construção de certos personagens e abraça um didatismo preguiçoso, ainda assim, nos prepara para o episódio final! Contudo um fato é inegável: os três episódios desta leva não podiam ter sido lançados de maneira isolada.

O Final
Chegamos então ao momento que não tínhamos noção há dez anos atrás, o final de Stranger Things. E aqui, o Vecna pretende fundir sua dimensão, passando pelo Mundo Invertido, chegando até a Terra, para isso, usando as mentes de doze crianças, além de estar conectado diretamente com o Devorador de Mentes.
Com a mornidão dos episódios anteriores, coube ao desfecho nos empolgar mais uma vez, ainda que fosse necessário passar por mais de 50 minutos. E sim, infelizmente o ritmo e inicial não favorece o episódio!
Com mais de duas horas de duração, o capítulo de encerramento se encarrega de solucionar os arcos estabelecidos até aqui, ainda que algumas perguntas ainda fiquem sem respostas.
O auge está no grupo de amigos adentrando o reino do Vecna, enfrentando o Devorador de Mentes, e lógico, colocando Eleven para combater seu principal algoz. Tudo isso no melhor sentimento de aventura dos anos oitenta que conhecemos. Cada um com suas “habilidades”, combatendo o que parecia impossível, de modo decisivo. Nisso há todo um mérito para os irmãos Duffer, pois eles sabem como mexer com as emoções de quem assiste, com a nostalgia e finalizam de maneira assertiva o principal embate da série!
Porém para quem esperava perdas significativas sinto informar que tirando uma, o restante sai praticamente ileso do combate, e assim as vidas vão se reestabelecendo em Hawkins. E como toda aventura oitentista, temos uma formatura, com direito ao ótimo discurso do Dustin que faz tudo o que Eddie disse que faria em seu último dia de aula, amigos se reunindo e prometendo se reencontrar, e como se trata de Stranger Things, uma última aventura numa mesa de RPG com uma das narrações mais emocionantes do Mike.
Ok, nem tudo tem resposta, nem tudo está bem encaixado, nem tudo está da forma como gostaríamos, mas esse é o fim, e como dito, o que precisamos muitas vezes é de um final feliz!

E vale a pena assistir?
Stranger Things 5 entrega uma última temporada irregular, mas ainda assim que consegue mexer com os sentimentos de quem acompanhou toda essa história.
Ao longo dos oito episódios, divididos em três volumes, fomos por altos e baixos narrativos, situações absurdas e algumas sem risco algum, beirando uma certa enrolação com o seu público.
Porém, algo que os Irmãos Duffer sempre realizaram é o ato de mexer com nossos sentimentos, e ao final, entregam aquela emoção da primeira temporada, nos lembrando o porquê de Stranger Things ser tão importante para cultura pop!
E verdade seja dita, vamos sentir falta de Hawkins e de uma certa mesa de RPG!
Todas as temporadas de Stranger Things estão disponíveis na Netflix
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Stranger Things 5 entrega uma última temporada irregular, mas ainda assim que consegue mexer com os sentimentos de quem acompanhou toda essa história.
Ao longo dos oito episódios, divididos em três volumes, fomos por altos e baixos narrativos, situações absurdas e algumas sem risco algum, beirando uma certa enrolação com o seu público.
Porém, algo que os Irmãos Duffer sempre realizaram é o ato de mexer com nossos sentimentos, e ao final, entregam aquela emoção da primeira temporada, nos lembrando o porquê de Stranger Things ser tão importante para cultura pop!
E verdade seja dita, vamos sentir falta de Hawkins e de uma certa mesa de RPG!
