Pânico 7 não é o melhor da franquia, mas supera o seu antecessor e mantém o status de Sidney como a diva do terror que é!
Sinceramente não sei o que as pessoas esperam quando vão assistir um filme da franquia “Pânico”! Talvez o comentário sobre a indústria cinematográfica atrelado ao comportamento da sociedade, ou simplesmente as mortes inventivas e os sustos que se tornam costumeiros. E convenhamos, quem sabia reinventar os capítulos infelizmente nos deixou, nos colocando a mercê de quem emula suas ideias, então o que podemos esperar é um básico bem feito e é isso que temos!
Dito isso, Pânico 7 não é o melhor da franquia, mas supera o seu antecessor e mantém o status de Sidney como a diva do terror que é! Kevin Williamson recorre a ideias anteriores, busca resgatar a essência de Wes Craven, colocando um ritmo que visa dar o protagonismo devido a final girl que tanto conhecemos. Desta forma, o novo capítulo de ‘Pânico’ deve desagradar aqueles que esperavam uma grande reformulação, ou torcem pelo desgaste da franquia, porém a experiência ao final é positiva deixando claro que sempre haverá uma Sidney fucking Prescott e motivações, por mais estapafúrdias que sejam, para cortar gargantas! E é disso que a gente gosta!
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Sidney vive com sua família em uma nova cidade, longe dos holofotes e de tudo que possar conectar com seu passado. Porém quando um novo Ghostface surge, e a figura de um velho algoz parece ressurgir, a agora mãe e sobrevivente, precisa juntar forças para defender sua filha mais velha antes que um novo massacre comece!
Um filme sobre Sidney fucking Prescott
Kevin Williamson comanda a produção que foi desenvolvida em meio a inúmeras polêmicas, saídas de diretores, atrizes e mudanças nos rumos na história!
Mas o veterano da franquia sabe o terreno em que pisa, demonstrando que entende o legado de Wes Craven, ao mesmo tempo que procura atrelar sua visão à uma história que realmente honre o que ‘Pânico’ já fez no terror.
O resultado pode não ser o mais satisfatório para aqueles que buscavam uma reformulação, ou grandes reinvenções do gênero, justamente pelo fato que nem toda produção precisa ter esse tipo de intenção. O foco aqui está em dar o devido protagonismo a Sidney e ser inventivo na maioria das mortes.
E assim é feito.
Apesar de uma sequência inicial que não impacta tanto como as dos filmes anteriores, Kevin vai entregando momentos cada vez mais brutais, seja com faca que atravessa a cabeça de uma vítima, ou com outra pendura deixando um rastro de vísceras. A brutalidade aqui continua em alta e o Ghostface da vez abraça esse elemento com competência!
Do mesmo modo, a trama assume os contornos de terror e suspense com assertividade. Contextualiza a protagonista, antes de colocá-la no centro da matança, nos apresenta personagens, mesmo que alguns não precisem estar lá (Os gêmeos por exemplo), e quando parte para os confrontos deixamos de ter aquela Sidney preocupada e temerosa, para uma Sidney que vai para a ação com tudo o que tem! Onde Neve Campbell entrega uma das melhores performances da franquia!
Logo, o novo capítulo de ‘Pânico’ deve desagradar aqueles que torcem pelo desgaste da franquia, pois a experiência ao final é positiva deixando claro que sempre haverá uma Sidney fucking Prescott e motivações, as mais estapafúrdias que sejam, para cortar gargantas!

Malditos sejam os fãs
Sidney se vê em conflito com seu passado quando sua filha Tatum se torna a possível próxima vítima de um Ghostface que começa deixar um rastro de destruição por onde passa. Assim, ao lado de Gale, e seu marido, Mark, a sobrevivente de Woodsboro tentará desmarcar esse maníaco antes que seja tarde demais.
Desta vez o discurso presente em Pânico tem a ver com os fãs, com o fanatismo desenfreado e a busca por saber o que aconteceu com aquela figura que tanto era acompanhada, mas que do nada não é vista em lugar algum. Com isso, a motivação dos crimes da vez ganha forma nos remetendo até mesmo a uma certa ideia descartada de Pânico 3. Por mais que para alguns o que leva aos assassinatos acontecerem não seja tão bom assim, ainda é melhor que a vingança em família do sexto filme!
Ao mesmo tempo, o que falta neste capítulo é um melhor desenvolvimento de personagens, diálogos mais apurados e realmente dar algo para algumas figuras fazerem. Um exemplo são os gêmeos Chad e Mindy, que se não estivessem na trama, não fariam diferença alguma. Até mesmo Gale aparece pouco, contudo quando está em tela consegue entregar mais que qualquer outro coadjuvante!
No fim das contas, Kevin Williamson nos entrega mortes inventivas, uma Sidney muito mais presente, uma nova pauta a ser criticada e a possibilidade de continuações. O que mais você quer? As irmãs Carpenter? A Gale salvando o dia? Ou reclamar pelo simples fato de reclamar?
Este é mais um filme farofa de terror! Quer uma história complexa sobre o drama da perda e da vivência humana? Hamnet ainda está em cartaz! Aproveita!

E vale o ingresso?
Pânico 7 não é o melhor da franquia, mas supera o seu antecessor e mantém o status de Sidney como a diva do terror que é! Kevin Williamson recorre a ideias anteriores, busca resgatar a essência de Wes Craven, colocando um ritmo que visa dar o protagonismo devido a final girl que tanto conhecemos.
Desta forma, o novo capítulo de ‘Pânico’ deve desagradar aqueles que esperavam uma grande reformulação, ou torcem pelo desgaste da franquia, porém a experiência ao final é positiva deixando claro que sempre haverá uma Sidney fucking Prescott e motivações, por mais estapafúrdias que sejam, para cortar gargantas! E é disso que a gente gosta!
Pânico 7 está em cartaz nos cinemas!
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Pânico 7 não é o melhor da franquia, mas supera o seu antecessor e mantém o status de Sidney como a diva do terror que é! Kevin Williamson recorre a ideias anteriores, busca resgatar a essência de Wes Craven, colocando um ritmo que visa dar o protagonismo devido a final girl que tanto conhecemos.
