Os Sete Relógios de Agatha Christie tem bom mistério, mas execução carece de empolgação!
Adaptar histórias de Agatha Christie nos últimos anos se tornou um novo alvo de Hollywood. De filmes a séries, as produções conseguem até acertar na condução dos enigmas, e algumas trazem aquele apanhado de figuras famosas para tentar levar o máximo de público possível a conferir o que foi feito. Contudo, nem sempre essa fórmula rende bons frutos, e quando uma série busca adaptar um dos livros conhecidos da famosa autora de mistérios, erros e acertos se mesclam de forma nítida em tela.
Desta forma, Os Sete Relógios de Agatha Christie até possui um bom mistério, mas sua execução carece de empolgação. O resultado é uma minissérie que você consegue assistir numa tarde, pois não captura demais o nosso tempo, e às vezes até nossa atenção. Ainda assim, essa construção alcança pontos positivos quando a narrativa mergulha no enigma principal, mas acaba pecando quando tenta se apoiar no carisma de sua protagonista, ou nos demais arcos que envolvem a história. É interessante, porém falta um ritmo mais dinâmico ao apresentar os fatos, e mais pautado na incógnita que cerca os personagens!
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Em uma casa de campo luxuosa nos anos 1920 na Inglatrerra, uma pegadinha organizada durante uma festa resulta em uma tragédia: um jovem é encontrado morto. Por mais que tudo pareça um infeliz acidente, a jovem Lady Eileen “Bundle” Brent está convencida que um crime foi cometido. Agora, cabe a Bundle desvendar esse mistério o mais rápido possível, mal sabendo que a cada passo tudo se torna ainda mais arriscado, e enigmático!
Um bom mistério, mas…
Chris Chibnall é o criador da série e também comanda os episódios demonstrando que falta certa empolgação para que a história venha nos chamar atenção por completo.
Quando a direção se atem as sequências do mistério, das soluções das pistas e novos conflitos que surgem, a série ganha um ritmo interessante, alinhado também a um humor pontual, colocando os personagens dentro de uma agilidade assertiva.
O problema está quando os arcos que rodeiam o enigma principal precisam de espaço, e aí a série acaba perdendo força. Apesar dos diálogos funcionarem na maioria das vezes, em outros soam como uma repetição constante de algo que já vimos, já entendemos, e que poderia ser minimizado para dar espaço para a próxima sequência.
Desta forma, quando nos aproximamos do mistério resolvido, tudo soa um tanto corrido, apressado, carecendo de uma certa criatividade, e até um posicionamento de câmera melhor, para as coisas acontecerem.
Ainda assim, a série toma certa liberdade com o final, modificando certos pontos em comparação ao livro original, para nos deixar surpresos, ao mesmo tempo, instigando sobre uma possível continuação.
Os Sete Relógios de Agatha Christie é interessante, porém falta um ritmo mais dinâmico ao apresentar os fatos, e mais pautado na incógnita que cerca os personagens!

Lady Eileen “Bundle”, reage mulher!
Se existe um motivo principal para série parecer “pressão baixa” ao longo do três episódios, o nome é Lady Eileen “Bundle”!
A protagonista parece esforçada em desvendar tudo o que ocorre, mas em nenhum momento seu semblante realmente demonstra uma empolgação, ou emoção, com o que está acontecendo. Até mesmo quando tudo é revelado diante de seus olhos, a expressão não demonstra o choque necessário, deixando isso para o público mesmo.
Por isso, a narrativa vai dando espaço para que outras figuras vaguem por entre os segredos dos sete relógios que foram deixados no local da primeira morte da história. E tudo assume uma caricatura de estruturas conhecidas desse tipo de narrativa. Entreolhares, conversas escondidas, empregados suspeitos, locais pouco frequentados por pessoas da alta sociedade. Esses elementos por mais que conhecidos e elevados durante os episódios, conseguem funcionar.
Contudo, a direção parece não saber como sustentar o ritmo que seria o mais adequado, e nesses altos e baixos, sobram momentos enfadonhos. O resultado é uma minissérie que você consegue assistir numa tarde, pois não captura demais o nosso tempo, e às vezes até nossa atenção.

E vale a pena assistir?
Os Sete Relógios de Agatha Christie até possui um bom mistério, mas sua execução carece de empolgação. O resultado é uma minissérie que você consegue assistir numa tarde, pois não captura demais o nosso tempo, e às vezes até nossa atenção.
Ainda assim, essa construção alcança pontos positivos quando a narrativa mergulha no enigma principal, mas acaba pecando quando tenta se apoiar no carisma de sua protagonista, ou nos demais arcos que envolvem a história.
É interessante, porém falta um ritmo mais dinâmico ao apresentar os fatos, e mais pautado na incógnita que cerca os personagens.
Os Sete Relógios de Agatha Christie está disponível na Netflix!
- Veja também: Crítica da 7ª temporada de A Corrida das Blogueiras
Os Sete Relógios de Agatha Christie até possui um bom mistério, mas sua execução carece de empolgação. O resultado é uma minissérie que você consegue assistir numa tarde, pois não captura demais o nosso tempo, e às vezes até nossa atenção.
