Netflix defende compra da Warner em audiência no Senado! Entenda!
A proposta de aquisição da Warner Bros. Discovery pela Netflix, avaliada em US$ 82,7 bilhões, foi o tema central de uma tensa audiência no Senado dos Estados Unidos. Ted Sarandos, co-CEO da gigante do streaming, compareceu ao Capitólio para defender o negócio sob a ótica antitruste e responder a questionamentos sobre o impacto da fusão no mercado de trabalho.
Interrogado pelo senador Josh Hawley, o executivo argumentou que a transação possui caráter pró-competitivo e deve beneficiar diretamente o público, sob a premissa de entregar um volume maior de produções por um custo reduzido aos assinantes.
Durante o depoimento, Sarandos minimizou os temores de uma possível hegemonia predatória, classificando a movimentação como uma fusão vertical, já que a Netflix atua predominantemente na distribuição, enquanto a Warner é reconhecida por sua força na produção de conteúdo. Para sustentar a tese de que o mercado permanece robusto, o CEO citou rivais como Disney, Amazon e até o YouTube — este último apontado como um grande detentor da atenção dos espectadores.
No entanto, essa comparação foi duramente criticada por Makan Delrahim, chefe jurídico da Paramount, que classificou a estratégia da Netflix como “absurda” e sem fundamentos na realidade de mercado em uma carta enviada a legisladores.
A questão trabalhista também dominou parte da sessão, com o senador Hawley pressionando a Netflix sobre a redução de pagamentos residuais, os chamados direitos autorais por reexibição. Em resposta, Sarandos afirmou que o tema é complexo e depende de acordos coletivos com sindicatos por meio da AMPTP. Paralelamente, a empresa divulgou uma nota oficial ressaltando que esses pagamentos atingiram níveis históricos, com o setor de streaming sendo responsável por quase metade do montante total e a Netflix figurando como a principal fonte desses repasses aos profissionais da indústria.
Apesar das contestações da Paramount, que também apresentou uma oferta rival pela Warner, a Netflix mantém sua posição de que a união das bibliotecas de conteúdo criará uma plataforma mais acessível.
Dados citados pela companhia indicam que a sobreposição de assinantes já é alta, com cerca de 80% dos usuários do HBO Max já integrados à base da Netflix, o que, segundo a empresa, reforça a natureza complementar dos serviços em um ecossistema de entretenimento em constante transformação.
