Minissérie Senna da Netflix é alvo de processo milionário! Confira!
A Netflix está encarando uma dura contenda judicial nos Estados Unidos por conta de Senna, sua aguardada minissérie brasileira de alto orçamento sobre o ídolo maior da Fórmula 1. O autor Lauren Wild protocolou uma ação, acusando que a superprodução é um plágio de um roteiro que ele próprio desenvolveu há alguns anos, período em que negociava para atuar como produtor executivo do projeto.
Com um investimento robusto, estimado em mais de US$ 170 milhões, a série mergulha na vida e na trajetória profissional de Ayrton Senna até o seu trágico falecimento em 1994. O processo, aberto na Califórnia, detalha como Wild se engajou com a produtora brasileira Gullane a partir de 2013, após diálogos com executivos de peso da Sony Pictures e da Warner Bros. Entertainment, como T. Paul Miller e Andrew Lazar.
Segundo a versão de Wild, ele foi informado de que o material (roteiro) já existente da Gullane precisava de revisões substanciais. O autor alega que, entre 2016 e 2018, elaborou 11 episódios para uma série que intitulou “Built for Speed: Senna”, devidamente chancelada nos órgãos de direitos autorais dos EUA. A pedido de Gabriel Lacerda, produtor da Gullane, Wild teria encaminhado os seis primeiros capítulos.
A ação judicial reforça que Fabiano Gullane, um dos sócios da produtora, chegou a oferecer a Wild o posto de showrunner da minissérie e co-roteirista de um futuro filme. O processo inclui uma suposta fala de Gullane ao autor:
“Nossa intenção é poder aproveitar tudo o que você já pesquisou e escreveu, além da sua contribuição ativa na sala de roteiristas tanto da série quanto do filme.”
Apesar de terem sido discutidos termos preliminares, nenhum acordo formal foi efetivamente selado. Em 2019, a Gullane teria interrompido abruptamente o contato com Wild, justificando que os recursos seriam redirecionados para outra empreitada.
Agora, com a iminência do lançamento da série na plataforma de streaming, Wild afirma que a obra, dirigida por Vicente Amori e Júlia Rezende, possui “semelhanças gritantes” com a sua criação. Ele destaca diversos personagens e arcos narrativos que teriam sido concebidos em seu argumento. O autor mira na Netflix, acusando a gigante do streaming de ter feito “pouca ou nenhuma checagem” de antecedentes antes de dar o sinal verde para a produção.
O processo visa indenização por violação de copyright, quebra de contrato implícito e enriquecimento ilícito, além de pleitear uma ordem judicial para que a Gullane e a Netflix sejam impedidas de explorar a série.
