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    Mashle: 2ª Temporada | Crítica

    Daniel Alves MendesBy Daniel Alves Mendes16/06/2025Updated:16/06/2025Nenhum comentário8 Mins Read
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    Mashle tenta provar que a ação resolve mais que o roteiro!

    Para fazer mais sentido, vamos começar contextualizando um pouco a primeira temporada. Os primeiros episódios são sim muito interessantes, já que eles começam apresentando o anime como uma clara sátira. Utilizar do mundo de Harry Potter, com uma escola de magia, casas diferentes, personagens estereotipados, e misturar isso com um anime shonen, onde a ideia principal é que, diferente de Harry Potter, onde o protagonista é “o garoto da profecia”, em Mashle a gente tem um garoto que, diferente do restante do mundo inteiro, não tem magia.

    Antes nós víamos claramente que o anime utilizava as referências a Harry Potter ao mesmo tempo em que se importava em criar coisas diferentes dando a devida atenção para isso e usando uma criatividade absurda, já que essa pode ser a própria definição de sátira. Por exemplo, o protagonista, mesmo sem magia, consegue usar toda a força extrema dele de maneira criativa pra vencer batalhas.

    Contextualizando

    Da mesma forma que Harry Potter tem um trio de amigos, em Mashle nós também temos o grupo de amigos do protagonista, mas eles extrapolam um pouco isso. Você obviamente não vai lembrar o nome de cada personagem — e tudo bem — mas vai diferenciar eles pelas magias, pelo corte de cabelo, cor do cabelo e pela personalidade. E até aí tá tudo certo, porque todos têm (ou tinham) uma personalidade muito legal e interessante. Cada um tem um tempo de tela minimamente desenvolvido, o suficiente pra você se apegar a eles. E isso já é um ponto positivo da primeira temporada.

    O que temos, então, é o Mash desbravando um mundo onde ele não conhece nada, por não ter magia, tendo que se virar enquanto vilões vão atrás dele e dos amigos. O que eu não queria ver na segunda temporada era justamente toda a história colocando de lado esses amigos e apresentando um novo grupo de vilões sem sentido. Mas é exatamente isso que acontece.

    Na primeira temporada, a gente teve um grupo de vilões com um vilão principal. Já na segunda, são apresentados três vilões diferentes, sendo que nenhum é devidamente importante, exceto o último, que vou comentar depois.

    Um dos melhores personagens da primeira temporada, que você claramente não se importa com o nome e só vai se lembrar dele pela cor de cabelo azul, brinco e poder de gravidade – que inclusive é muito bem usado na primeira temporada- poderia ter sido usado como um possível rival para o Mash, mas o que acontece é que ele se torna só mais um amigo que vai para o lado bem depois de ouvir algumas palavras no maior estilo palestrinha com câmera lenta e flashbacks com fundo embaçado… até aí, tudo bem, já que a primeira temporada tinha um foco maior em sátira e comédia com ação, você não se preocupa tanto com o desenvolvimento profundo desses arcos.

    Só que, o que eu não queria ver de novo era mais disso na segunda temporada: Mais vilões vencidos com muita porrada e depois um “talk no jutsu” — o clássico discurso que muda o coração do vilão. E isso acontece umas três vezes nesses novos episódios.

    Mashle: 2ª Temporada / Netflix

    Vilões amigos e amigos vilões

    Na primeira temporada, o Mash derrotava os inimigos só na porrada bruta e, talvez pelo fator surpresa ou pela criatividade, era muito legal de assistir. A forma como ele contornava a magia dos inimigos era interessante. Porém na segunda temporada aparece um inimigo forte, algum amigo do Mash luta e quanto está prestes a morrer, chega o protagonista e resolve tudo com um soco, uma joelhada, um empurrão. Isso acontece na primeira batalha, na segunda, na terceira, até o ultimo episódio.

    Tem um ou outro combate criativo, como a que ele transforma a varinha de ferro puro numa raquete. Eu achei genial. Mas, fora isso, é só porrada e depois um papinho genérico de “vou mudar o mundo da magia”, estilo “esse é meu jeito ninja de ser”, e pronto, o vilão se comove.

    Até que alguns vilões têm ideias boas. Um exemplo é o mago que usa som. Contudo, de todas as magias baseadas em som que ele apresenta, só uma é realmente interessante: quando ele usa a velocidade do som. E, mesmo assim, no fim, é só uma magia de velocidade — podia ser substituída por fogo, gelo, plasma, tanto faz. É só uma rajada que explode tudo. Então não faz diferença ser som. Assim, mais uma vez, a ideia se torna mais interessante do que o apresentado no final.

    Claro que assim como nos RPGs ou nos shounens clássicos, aqui eles tentam trazer um sistema de poder, uma escala dividida por níveis. Na primeira temporada isso é bem feito: Têm magos de primeira linha e segunda linha. Legal. Como seria um mago de terceira linha? É justamente o que imaginamos na primeira temporada, mas recebemos uma resposta decepcionante na segunda.

    Agora, além de explorarem mais os magos de terceira linha, eles criam subdivisões confusas. Tem mago de segunda linha que parece mais fraco que um de primeira. Tem de segunda linha mais forte que um de terceira. Fica sem lógica. E a escala perde sentido. Ainda mais quando as magias têm níveis dentro delas (como uma magia de segunda linha com “nível 2”). Mas isso é mal aproveitado, mal explicado, e perde impacto.

    Mashle: 2ª Temporada / Netflix

    Expandindo o universo

    Além disso, surgem mais grupos — de vilões e de magos do alto escalão do mundo mágico. O problema é que os vilões da primeira temporada, alguns que inclusive se juntaram ao grupo do Mash, simplesmente somem. Tipo o tal possível rival de cabelo azul com magia de gravidade. Eles foram para o “lado do bem”, e cadê eles nas batalhas da segunda temporada? Por que não ajudam? O anime não explica. Eles viram quase alívio cômico. Foram completamente escanteados.

    Então o que a segunda temporada faz é tentar expandir o universo, aumentar o mundo mágico de Mashle, ainda com referências de Harry Potter e elementos de shounen. Mas, nessa expansão, falta tudo: Falta detalhe, falta preciosismo, falta respeitar o que foi estabelecido. Tudo que foi criado acaba ficando inútil.

    Os dois últimos episódios dessa temporada literalmente esquecem tudo o que aconteceu nos 9 episódios anteriores e volta para a trama do primeiro episódio, que é justamente a preocupação do Mash em descobrirem que ele não tem magia. Essa ideia é uma boa referência as vezes em que o Harry é julgado por usar magia fora da escola. Mas, em Mashle essa trama é tão rasa que economizar dinheiro com a animação dessas cenas teria valido mais a pena.

    Quando eu disse que a temporada parece querer adaptar três livros de Harry Potter ao mesmo tempo é por que nós temos uma competição entre bruxos (tipo Cálice de Fogo), um grupo seleto de magos da alta corte (meio Ordem da Fênix), tem o grande mago sábio que talvez era para ser o tutor do Mash e que chega a beira da morte (bem estilo final de Enigma do Príncipe) e nisso a própria sátira, que era um lado positivo na primeira temporada, perde o efeito, já que eles não aproveitam mais essas referência para, justamente, satirizar.

    O próprio mago lendário de barba longa e branca poderia ser usado como sátira para dar um destino diferente ao final de Dumbledore, mas o que recebemos é uma luta sem graça, sem sentido e que no final tudo acaba bem e a ameaça do grande vilão simplesmente some. Uma sátira não precisa ter um roteiro melhor do que o material base, porém a graça está justamente nas surpresas que recebemos ao vermos as mudanças escolhidas. Infelizmente aqui não recebemos surpresas, é só mais do mesmo de qualquer anime, só que com varinhas e roupas de bruxo.

    Mashle: 2ª Temporada / Netflix

    E vale a pena assistir?

    Enfim, a 2ª temporada de Mashle tenta atirar para todos os livros de Harry Potter, mas não consegue manter o que foi bom na 1ª temporada.

    A surpresa que esperávamos é deixada de lado para usar o clichê que já vemos desde os anos 80. Ou seja, que antes nos fazia rir, hoje nos faz querer pegar o celular para assistir outra coisa.

    A 2ª temporada de Mashle está disponível na Netflix e na Crunchyroll

    • Veja também: Crítica de Como Treinar o Seu Dragão
    anime animes crítica Mashle netflix
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