Eu Sei O Que Vocês Fizeram no Verão Passado toma rumos corajosos, desliza nos erros antigos, e funciona até certo ponto!
Eu Sei O Que Vocês Fizeram no Verão Passado é uma franquia que surge em 1997 para buscar um pedaço do sucesso que Pânico havia conquistado em 1996. O primeiro longa consegue até certo ponto contar uma história que emula muito o que a história de Ghostface realizou, mas sem tanto impacto. E parece que nessa mesma pegada, 27 anos depois, temos uma continuação-legado, tal qual Pânico fez em 2022, que se sustenta pela nostalgia e por possíveis novos rumos!
Assim, Eu Sei O Que Vocês Fizeram no Verão Passado toma rumos corajosos, desliza nos erros antigos, e funciona até certo ponto! Apesar de reprisar as falhas do original de 1997 e da continuação de 1998, o novo filme da franquia busca o caminho da nostalgia, regado a violência gráfica, referências e o retorno dos personagens icônicos. O problema não está em ser uma continuação que se perde nos elementos antigos, mas em não sustentar certas construções que poderiam ser melhor exploradas. Temos então uma boa continuação, porém poderia ter sido muito melhor!
Fale Mais Sobre Isso
Ava está comemorando o noivado de seus amigos de longa data, e para aproveitar a noite, eles reúnem todos do grupo para uma momento de diversão sem preocupações. Mas o que seria apenas um passeio, se torna um desastre quando os jovens causam um acidente, deixando a vítima para morrer. Logo, eles decidem esconder o que aconteceu naquela noite, contudo, um ano depois, eles começam a receber ameaças dizendo que sabem o que eles fizeram no verão passado!
Atualizando para uma nova geração
Jennifer Kaytin Robinson comanda a produção tão bem que comete os mesmos erros do clássico de 1997!
A diretora atualiza a dinâmica dos personagens e até mesmo do assassino, contudo acaba se perdendo em uma montagem que não auxilia a contar a história, e nem ajuda nas cenas de assassinato. Sobrando então para que os elementos nostálgicos tentem arramar o que não funciona tão bem assim. Principalmente pela fato de termos idas e vindas pela cidade, encontrando o passado algumas vezes, que são nada interessantes!
Apesar disso, este novo “Eu sei…” não economiza nas mortes, tão pouco na forma gráfica que elas surgem em tela. O gancho arranca, atravessa, corta e faz sangue jorrar, algo que certamente vai agradar os fãs de slasher. E quando o comando do longa foca em dar ênfase esses momentos, encontramos o maior mérito desse novo longa.
Ao mesmo tempo, a produção toma rumos corajosos com seus “personagens legado”, algo que certamente a gente não vê em outras sagas. E esse ponto pode ser um tanto divisivo, mas que se faz entendível com que a narrativa procura nos mostrar!
Logo, o problema não está em ser uma continuação que se perde nos elementos nostálgicos, mas em não sustentar certas construções que poderiam ser melhor exploradas. Temos então uma boa continuação, porém poderia ter sido muito melhor!

Poderia ter sido melhor
Southport apagou de sua história os assassinatos causados por Ben Willis em 1997 e que teve Julie, e Rey, como sobreviventes. Mas anos depois, esse legado da cidade retorna de uma forma ainda mais brutal.
A nova geração de perseguidos pelo pescador assassino está pautada no humor ácido, nas referências e nos erros comuns de personagens em um slasher. E sim, se tratando de slasher isso precisa acontecer.
Desde os personagens que se separam, passando por ir investigar barulhos em locais com luz baixa, a busca por quem já passou por algo parecido, chegando ao combate corpo a corpo com o maníaco da vez. E não há problema nenhum em utilizar esses elementos. O problema está em não construir boas dinâmicas!
E com isso chegamos a uma sequência final que parece ser mal construída, soando como se tivesse sido elaboradas às pressas, o que não empolga da forma como deveria, assim como a revelação do assassino.
Entretanto, para os fãs da franquia há um momento formidável ao final, após os créditos, que torna esse gosto meio agridoce do final do longa mais palatável, e até nos faze querer mais!

E Vale o Ingresso?
Eu Sei O Que Vocês Fizeram no Verão Passado toma rumos corajosos, desliza nos erros antigos, e funciona até certo ponto! Apesar de reprisar os erros do original de 1997 e da continuação de 1998, o novo filme da franquia busca o caminho da nostalgia, regado a violência gráfica, referências e o retorno dos personagens icônicos.
O problema não está em ser uma continuação que se perde nos elementos antigos, mas em não sustentar certas construções que poderiam ser melhor exploradas. Temos então uma boa continuação, porém poderia ter sido muito melhor!
Eu Sei O Que Vocês Fizeram no Verão Passado está em cartaz nos cinemas!
Importante: O filme possui uma cena pós-créditos!
- Veja também: Crítica de O Último Respiro
Eu Sei O Que Vocês Fizeram no Verão Passado toma rumos corajosos, desliza nos erros antigos, e funciona até certo ponto!
