Demon Slayer – Castelo Infinito é um espetáculo visual, narrativo, com um único defeito: nos deixar querendo mais!
Demon Slayer (Kimetsu no Yaiba) é um anime que iniciou em 2019 e se tornou um grande sucesso. Por mais que a história utilize de todos os motes e convenções que encontramos nos shounens, a narrativa de Tanjiro conseguiu conquistar muitas pessoas, e ao final do seu mangá e avanço das temporadas, o público recebeu a notícia que o último arco dessa aventura seria dividido em três filmes. E eis o primeiro longa para nos levar da empolgação às lágrimas.
Desta forma, Demon Slayer – Castelo Infinito é um espetáculo visual, narrativo, com um único defeito: nos deixar querendo mais! A construção do longa é exímia em todos os aspectos, do visual ao som, do desenvolvimento dos personagens aos momentos que nos arranca risadas. Temos aqui um exemplar quase perfeito de como se inicia uma trilogia, ao mesmo tempo que prepara o nosso coração para algo ainda mais brutal. Com isso, temos uma das melhores animações do ano!
Fale Mais Sobre Isso
O confronto final está prestes a começar. Após anos de batalhas intensas contra os demônios, Tanjiro Kamado, sua irmã Nezuko e os lendários Hashira são arrastados para o misterioso e distorcido Castelo Infinito, domínio absoluto de Muzan Kibutsuji, o Rei dos Demônios. Dentro dessa fortaleza que desafia as leis da realidade, os caçadores enfrentam os membros mais poderosos das Luas Superiores, incluindo Akaza, Doma e Kokushibo, em combates brutais que testarão seus limites físicos, mentais e emocionais. Enquanto Nezuko se torna a chave para a sobrevivência da humanidade — sendo o único demônio capaz de resistir à luz do sol — Tanjiro precisa reunir toda sua força, coragem e técnica para impedir que Muzan alcance a imortalidade definitiva.
Um espetáculo visual
Haruo Sotozaki comanda a produção e ele conhece muito bem o produto que está construindo!
O diretor, que também comandou o excelente Mugen Train, amplia ainda mais todos os aspectos que tornam a franquia emblemática. As ambientações ganham ainda mais detalhes, o som amplia os momentos de tensão, e as sequências de lutam tomam conta da tela de tal forma que não conseguimos desviar o olhar.
Deste modo, o Castelo Infinito do título vai ganhando ainda mais detalhes, características, alinhado a um design de produção que sabe como mesclar o 2D e o 3D com o intuito de tornar a experiência ainda mais gigantes. E assim conseguem.
Há detalhes e acontecimentos em cada ponto da tela e com isso, a tensão vai aumentando ao passo que a direção mescla entre o confronto, e a dramaticidade necessária para capturar o público de tal modo que quanto menos se espera lágrimas estão caindo.
Mas a tristeza não dura muito tempo, pois a urgência também é cadenciada, e perdas vão ocorrer, vitórias vão ser alcançadas e aí encontramos o único defeito deste longa de Demon Slayer: Nos fazer esperar mais dois anos por sua continuação.
E um adendo: A dublagem brasileira está impecável. Principalmente o trabalho e a entrega do Daniel Figueira, que ao dar um tom de voz mais amadurecido ao Tanjiro, torna as cenas ainda mais cativantes e emotivas!

O desconhecido, a fraqueza e a esperança
O grande conflito contra Muzan começa, e os Hashiras precisam usar todas suas habilidades nesse momento. Ao mesmo tempo, em meio a um castelo que muda de forma constantemente, batalhas são travadas trazendo elementos do passado, para definir o futuro da humanidade.
A narrativa de ‘Castelo Infinito’ divide personagens e trata de conduzir certos pontos sem precisar contextualizar em excesso. Pois da mesma forma que a história precisa fluir, os acontecimentos precisam gerar consequências que serão sentidas pelos heróis. E quando ocorrem em tela não há como fica apático.
Este é um longa que fala sobre o medo do desconhecido, num ambiente inóspito, dominado pelas forças das trevas e que se altera de forma quase que natural, e pulsante. Ao mesmo tempo que o tom de esperança surge em meio aos confrontos, evocando aqueles que fizeram e fazem parte dessa jornada.
Assim, o filme também reserva um momento para colocar em telas as fraquezas e fragilidades dos personagens. Daqueles que buscam ser algo para que os outros apenas vejam, ou aqueles que querem ser mais fortes pelo fato de terem falhado com quem era sua responsabilidade. Nisso a luta entre Akaza, Tanjiro e Giyu Tomioka é esse momento onde as debilidades saltam em tela, ganham cenas emocionantes, entendemos motivações que permeiam passado, e presente, chegando a um desfecho que nos deixa querendo muito mais.
Com isso temos aqui um exemplar quase perfeito de como se inicia uma trilogia, ao mesmo tempo que prepara o nosso coração para algo ainda mais brutal. Com isso, temos uma das melhores animações do ano!

E Vale o Ingresso?
Demon Slayer – Castelo Infinito é um espetáculo visual, narrativo, com um único defeito: nos deixar querendo mais! A construção do longa é exímia em todos os aspectos, do visual ao som, do desenvolvimento dos personagens aos momentos que nos arranca risadas.
Temos aqui um exemplar quase perfeito de como se inicia uma trilogia, ao mesmo tempo que prepara o nosso coração para algo ainda mais brutal. Com isso, temos uma das melhores animações do ano!
Demon Slayer – Castelo Infinito está em cartaz nos cinemas.
Importante: O longa no Brasil está classificado para maiores de 18 anos
- Veja também: Resumo de Demon Slayer
Demon Slayer - Castelo Infinito é um espetáculo visual, narrativo, com um único defeito: nos deixar querendo mais! A construção do longa é exímia em todos os aspectos, do visual ao som, do desenvolvimento dos personagens aos momentos que nos arranca risadas.
Temos aqui um exemplar quase perfeito de como se inicia uma trilogia, ao mesmo tempo que prepara o nosso coração para algo ainda mais brutal. Com isso, temos uma das melhores animações do ano!
