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    Cara de Um, Focinho de Outro | Crítica

    Pedro DiasBy Pedro Dias10/03/2026Updated:10/03/2026Nenhum comentário5 Mins Read
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    Cara de Um, Focinho de Outro é um novo clássico da Pixar!

    A nova animação da Pixar chegou aos cinemas e o Geek Guia te conta se o filme realmente vale a pena ou é mais uma adição na sequência de decepções recentes do estúdio. Será que a magia se perdeu?

    A Pixar definitivamente não está mais na sua era de ouro. Após sucessos estrondosos como Toy Story, Monstros S.A, Procurando Nemo e Os Incríveis, os estúdios vem se apoiando em sequências para garantir bilheteria, sendo não tão bem sucedida com os novos originais. Esse histórico coloca bastante pressão em cima de Cara de Um, Focinho de Outro e eu já posso adiantar que o novo filme é um grande acerto. 

    Dinâmica assertiva

    Originalmente chamado Hoppers, ‘Cara de um, Focinho de Outro’ conta a história de Mabel, uma garota rebelde, apaixonada por animais que encontra na natureza um lar após o incentivo a sua avó. Quando a construção de um arco viário ameaça seu lugar favorito no mundo, Mabel se transforma em um castor para salvar o lago e os animais da região.

    O processo de transformação, contrariando a tradição Disney, não envolve magia, mas o exato oposto: ciência. O laboratório da universidade local desenvolve uma forma de transferir a consciência humana para um robô animal, assim, é possível observar a natureza de perto sem ser invasivo. 

    A descoberta do Reino Animal por dentro é simplesmente encantadora. Assim como a Pixar criou todo um sistema de como funciona a mente humana em Divertida Mente, no novo filme somos apresentados à dinâmica dos animais na natureza, suas regras e basicamente porque animais lidam bem com serem devorados uns pelos outros (de uma maneira Disney, então nada bizarro).

    Mabel é uma personagem sólida. Acompanhar o seu crescimento e amadurecimento amando a natureza realmente nos faz criar empatia por ela, seus propósitos e objetivos, sem parecer algo irritante (ponto pra protagonista), construindo um arco emocional claro. Além disso, Mabel tem profundidade. Todas as suas escolhas parecem fazer sentido com o contexto dela e são completamente suportadas pela audiência.

    Mesmo que outras personagens não tenham exatamente um destaque, é preciso destacar o Rei George e sua personalidade magnética, mesmo parecendo no início que ele seria completamente lerdo e irritante. 

    Um grande acerto da Pixar

    Precisamos falar sobre como o humor desse filme acerta completamente. Muito disso pode ser devido ao trabalho excepcional da dublagem brasileira (que graças a Deus não tentou forçar humor Gen Z com piadinhas de internet), mas o longa com o nome muito longo em português consegue trazer o equilíbrio do humor para adultos e crianças, com piadas leves e ainda assim que acertam a mão.  

    O diretor Daniel Chong consegue encontrar um equilíbrio de comédia, aventura e sentimentalismo que realmente impressiona porque é feito de forma natural, sabendo exatamente a hora de trazer cada uma das emoções para que nada seja excessivo.

    Os temas trazidos pelo filme são completamente interessantes e relevantes: valorização dos mais velhos e preservação da natureza. Estamos em um momento delicado da sociedade e eu acredito que a arte é sim uma forma de educar as pessoas sobre tópicos sensíveis. Sim, pessoas no poder estão todos os dias tomando decisões que prejudicam os naturais e a natureza de forma geral e ter isso evidenciado de forma tão leve e ensina uma lição valiosa de proteção ambiental.

    A animação em si, pra ser muito sincero, se eu não soubesse que é feita pela Pixar, eu facilmente diria que é uma produção de outro estúdio como a Dreamworks. Não pela história, mas pelo traço de animação que não se parece com o traço Disney que estamos tão acostumados que virou irritantemente padrão de IA.

    Ainda assim, o desenho é de uma qualidade excepcional, usando cores vivas, cenários belíssimos (especialmente na natureza) e escolhas visuais muito criativas – como a mudança dos olhos dos animais quando são vistos por um humano ou por outro animal, ganhando muito mais expressividade já que humanos não entendem emoções animais.

    O filme é uma tentativa ousada de trazer uma nova história e que acerta em cheio. Se eu tivesse que fazer alguma reclamação, seria eu sendo exigente com a falta de algumas consequências que são estabelecidas e depois ignoradas pois “temos problemas maiores agora”. Mesmo assim, isso não atrapalha o desenvolvimento do filme, já que realmente novos problemas parecem surgir a cada cena.

    E Vale a pena Assistir?

    De forma geral, Cara de Um, Focinho de Outro – mesmo com esse título tão grande que tira o sentido original do inglês – mas definitivamente foi uma escolha melhor que uma tradução literal, é um acerto gigante, provavelmente o nascimento de um novo clássico (ao ponto de eu ficar imaginando como eles poderiam encaixar uma sequência).

    É a oportunidade perfeita para levar as crianças ao cinema ou apenas deixar a sua criança interior ser feliz um pouquinho.

    Cara de Um, Focinho de Outro está em cartaz nos cinemas!

    Importante: Cara de Um, Focinho de Outro têm duas cenas pós-créditos!

    • Veja também: Crítica de De Volta à Bahia
    10.0 FOD# PR@ CAR$LH*

    Cara de Um, Focinho de Outro é um acerto gigante, provavelmente o nascimento de um novo clássico (ao ponto de eu ficar imaginando como eles poderiam encaixar uma sequência). É a oportunidade perfeita para levar as crianças ao cinema ou apenas deixar a sua criança interior ser feliz um pouquinho.

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    Cara de Um Focinho de Outro Cinema crítica Disney filme Filmes Pixar
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