A Empregada é cafona, misterioso e capaz de capturar sua atenção sem medo do exagero.
Importante: A crítica a seguir irá analisar apenas o filme, e não o livro que serviu para adaptação!
Todo mundo gosta de um bom mistério, principalmente quando envolve um ambiente de luxo, repleto de excentricidades. Normalmente, essas histórias envolvem assassinatos, sumiços, dinheiro e intrigas que vão além do esperado, e o filme da vez, baseado em livro de sucesso, utiliza todos esses elementos a seu favor para capturar o espectador do início ao final!
Deste modo, A Empregada entrega um mistério intrigante sem medo de ser exagerado e cafona! Assim, a medida vamos conhecendo a família a qual a protagonista passa a interagir, tudo se torna ainda mais enigmático, nos conduzindo até o desfecho de forma cativante. Ao mesmo tempo, sem receios de parecer uma caricatura dos clássicos de histórias de suspense, o longa sabe o caminho que quer percorrer, e o faz arrancando reações do público, evidenciando assim os seus acertos, ainda que erre em algumas conveniências narrativas!
Fale mais sobre isso
Millie é uma jovem que está procurando um novo emprego, e devido ao seu passado conturbado, precisa urgentemente disso, principalmente para deixar de morar no seu carro. E ao seu contratada por Nina, esposa de um rico empresário do ramo da tecnologia, tudo parecia ser perfeito ao se tornar a empregada da família. Mas a passo que os dias avançam, Millie percebe que Nina esconde segredos e que há algo ainda mais perturbador naquela casa.
O CLT não tem um dia de paz
Paul Feig é conhecido por comandar diferentes produções, mas quando embarca no mistério sabe bem o que está fazendo, vide o ótimo Um Pequeno Favor de 2018. Aqui, utilizando como base o livro homônimo de Freida McFadden, o diretor se apoia em dar um tom enigmático, e ao mesmo tempo exagerado na condução de seus personagens. E isso não é um demérito!
Para isso, o ambiente da casa onde a empregada do título vai morar foge dos aspectos comuns. Aqui é tudo iluminado, com um design moderno e cheio de excentricidades que vão desde uma sala de cinema, até o quarto do sótão onde a protagonista vai dormir.
Desta forma, o espectador passa a se atentar as pistas que vão sendo deixadas pelo caminho, e o diretor não acelera o processo em nenhum momento, justamente para conquistar quem assiste, fazendo com que as reviravoltas se tornem orgânicas, assim como suas reações.
Por isso, a direção não tem medo algum de ser cafona ao pedir atuações que beiram a canastrice. Seja com Amanda Seyfried gritando descontroladamente, seja com o jardineiro sempre olhando de forma enigmática para dentro da casa. Ok, isso aqui se repete várias vezes sem necessidade.
E é esse tom absurdo de novela das sete brasileira que deixa tudo em A Empregada ainda mais interessante, pois quando o mistério finalmente se revela passamos a torcer pelas protagonistas, mesmo que Sydney Sweeney não possua o carisma o suficiente para receber todo esse nosso apreço.
Sim, A Empregada é cafona, misterioso e capaz de capturar sua atenção sem medo algum de parecer uma cópia barata de alguma outra obra!

Sororidade, dentes e justiça
Millie percebe que o ambiente em que trabalha não é tão bom assim! Ao descobrir o passado de Nina, entende que poderá não estar mais segura, e até mesmo sua proximidade com o patrão, Andrew, pode tornar tudo ainda mais perigoso.
Enquanto assistia A Empregada, lembrei de outro filme/livro que trabalha muito bem a reviravolta ao ponto de fazer o espectador se questionar sobre o que está vendo, e isso encontramos em Garota Exemplar.
Porém, diferente do filme de David Fincher, o tom aqui é tragicômico e muitas vezes hiper sexualizado, com foco principal na figura de Sydney Sweeney! Algo que já se tornou costumeiro questionável nas produções que a atriz faz parte!
E quando Millie passa a viver seu “sonho de princesa” ao lado de um homem rico e atencioso, tudo se torna um pesadelo, principalmente quando o seu quarto de empregada se torna a prisão com um torturador a porta.
Logo, o texto do filme permeia a sororidade, que vai ganhando mais camadas maiores no terceiro ato, junto das explicações. Aliás, uma das melhores sequências envolve o passado de Nina, dando a Amanda Seyfried o espaço devido, comprovando sua superioridade em cena. E de igual modo, o longa vai nos entregando sequências desconfortáveis que envolvem mutilação, e dentes sendo arrancados sem dó!
Mas assim como toda produção que constrói um algoz detestável, o nosso senso de justiça se mescla com os das protagonistas, nos fazendo torcer pelo fim mais absurdo possível para quem as fez tanto mal.
Por isso, o longa sabe o caminho que quer percorrer, e o faz arrancando reações do público, evidenciando assim os seus acertos, ainda que erre em algumas conveniências narrativas!

E vale o ingresso?
A Empregada entrega um mistério intrigante sem medo de ser exagerado e cafona! Assim, a medida vamos conhecendo a família a qual a protagonista passa a interagir, tudo se torna ainda mais enigmático, nos conduzindo até o desfecho de forma cativante.
Ao mesmo tempo, sem receios de parecer uma caricatura dos clássicos de histórias de suspense, o longa sabe o caminho que quer percorrer, e o faz arrancando reações do público, evidenciando assim os seus acertos, ainda que erre em algumas conveniências narrativas!
A Empregada está em cartaz nos cinemas!
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A Empregada entrega um mistério intrigante sem medo de ser exagerado e cafona! Assim, a medida vamos conhecendo a família a qual a protagonista passa a interagir, tudo se torna ainda mais enigmático, nos conduzindo até o desfecho de forma cativante.
